Quarta-Feira, (21 de Outubro de 2026)
Economia

Cesta básica fica mais barata em 25 capitais brasileiras

Manaus teve uma das maiores quedas do país em agosto, com recuo de 4,55% no custo dos alimentos.

Por: Portal Amz Em Pauta
10 de Setembro de 2026
Foto: Freepik

A cesta básica ficou mais barata em 25 das 27 capitais brasileiras analisadas em agosto pela Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos. O levantamento é divulgado mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Entre as maiores quedas do mês está Manaus, onde o custo recuou 4,55%.

As reduções mais expressivas foram registradas em Rio Branco, com queda de 4,68%, seguida por Manaus, com 4,55%, Boa Vista, com 4,47%, Aracaju, com 3,89%, Cuiabá, com 3,37%, e Salvador, com 3,30%. Apenas Maceió e São Luís apresentaram alta no mês, de 1,43% e 0,78%, respectivamente.

Segundo a pesquisa, a queda foi influenciada principalmente pela redução nos preços da batata, do café em pó, do tomate e do feijão. A batata ficou mais barata em todas as cidades do Centro-Sul pesquisadas, enquanto o preço médio do café caiu em 23 capitais. Em sentido contrário, pão francês, óleo de soja, leite integral e arroz agulhinha ficaram mais caros na maior parte das cidades analisadas.

Apesar da redução mensal, a comparação com agosto de 2025 mostra cenário diferente. O custo da cesta básica aumentou em 25 capitais na comparação anual. Apenas Brasília, com queda de 0,64%, e Palmas, com recuo de 0,27%, registraram diminuição. As maiores altas ocorreram em Goiânia, com 7,51%, Cuiabá, com 6,42%, e Vitória, com 6,26%.

São Paulo continuou com a cesta básica mais cara do país em agosto, com custo médio de R$ 900,59. Na sequência aparecem Cuiabá, com R$ 851,57, Rio de Janeiro, com R$ 851,19, e Florianópolis, com R$ 850,90.

Os menores valores foram encontrados em cidades do Norte e Nordeste, onde a composição da cesta é diferente. Aracaju apresentou o menor custo médio, de R$ 570,98, seguida por Natal, com R$ 627,42, Maceió, com R$ 627,45, e Salvador, com R$ 628,89.

Com base na cesta mais cara do país e nas despesas previstas constitucionalmente, o Dieese estimou que o salário mínimo necessário deveria ser de R$ 7.565,86, equivalente a 4,67 vezes o salário mínimo atual de R$ 1.621. O cálculo considera gastos com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.

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