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"China fez a única coisa que não podia fazer", afirma Trump sobre retaliação chinesa às tarifas dos EUA

Após o anúncio de tarifas extras de 34% sobre produtos chineses, a China respondeu com tarifas semelhantes sobre produtos dos EUA.

04 de Abril de 2025

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, em encontro ocorrido em 2019

Foto: REUTERS / Kevin Lamarque / File Photo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (4) que a China cometeu um erro estratégico ao adotar medidas de retaliação contra as novas tarifas americanas. Em suas declarações, Trump afirmou que a China fez "a única coisa que não podia fazer" ao responder às imposições do governo dos EUA com tarifas de 34% sobre as importações americanas. 

Na última quarta-feira (2), Trump detalhou seu plano de tarifas recíprocas, que afetaram 180 países ao redor do mundo. A Ásia foi particularmente impactada, com destaque para a China, que terá suas exportações aos EUA sujeitas a um aumento de 34% nas taxas. Com isso, os produtos chineses terão um custo total de 54% a mais ao serem vendidos nos Estados Unidos. 

Em contrapartida, o governo chinês anunciou que aplicará as mesmas tarifas de 34% sobre todas as importações dos EUA e também impondo novas restrições às exportações de minerais de terras raras, essenciais para a indústria de tecnologia americana. Esses minerais são insumos-chave para a produção de produtos de alta tecnologia, o que representa um desafio significativo para empresas dos EUA. 

Trump comentou a reação chinesa em sua plataforma de redes sociais, a Truth Social. "A China jogou errado, eles entraram em pânico — a única coisa que eles não podiam fazer", disse o presidente. 

O impacto nas bolsas de valores foi imediato. Os mercados internacionais reagiram negativamente às novas tarifas, com especulações sobre uma possível desaceleração econômica global. Especialistas apontam que o aumento dos custos com tarifas poderá pressionar a inflação nos EUA, além de reduzir o consumo, o que pode levar a uma recessão.  

A guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo levanta temores de uma desaceleração do comércio global. 

Mercados globais sofrem com temores de guerra comercial 

O clima de incerteza gerado pela disputa tarifária levou a uma queda expressiva nas bolsas de valores ao redor do mundo. Nos Estados Unidos, os índices Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq caíram mais de 3% logo nas primeiras horas do pregão. Na Europa, os índices também registraram perdas significativas, com o DAX (Alemanha), CAC 40 (França) e FTSE 100 (Reino Unido) apresentando quedas acentuadas. Na Ásia, o Hang Seng (Hong Kong) e o Nikkei 225 (Japão) também enfrentaram desvalorizações. 

O mercado global segue com alta volatilidade, e os analistas temem que a guerra comercial, além de afetar diretamente os países envolvidos, possa causar uma desaceleração do comércio internacional, impactando a economia global. 

Impacto do aumento das tarifas nas economias globais 

Com o aumento das tarifas, não apenas os produtos finais vendidos nos EUA serão mais caros, mas também os insumos utilizados na produção de bens e serviços. Essa elevação de custos pode aumentar a pressão inflacionária, além de reduzir a demanda no país e gerar uma desaceleração econômica. 

Além disso, a retaliação da China e a possibilidade de outros países seguirem o exemplo com novas tarifas sobre os EUA criam um cenário de incerteza para os investidores. O medo de uma desaceleração econômica mundial e do enfraquecimento do comércio internacional é um fator que vem pressionando os mercados financeiros, que enfrentam perdas significativas em diversas bolsas ao redor do mundo. 

As tensões comerciais continuam a crescer, com impactos diretos nas economias dos países envolvidos, e o mercado financeiro internacional em estado de alerta. 

 

Com informações do G1.

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