Mostra “Vapores da Borracha” fica aberta no Museu da Cidade até dezembro.
A Prefeitura de Manaus, por meio da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (ManausCult), promove a exposição “Vapores da Borracha: Memória em Movimento”, no Museu da Cidade de Manaus, localizado no Paço da Liberdade, no centro histórico. A mostra ficará aberta ao público de 29 de outubro a 10 de dezembro, das 9h às 17h, e integra a programação especial em celebração aos 356 anos da capital amazonense.
A exposição revela um capítulo pouco explorado da história da Amazônia, destacando o papel essencial da navegação fluvial durante o ciclo da borracha, entre o final do século 19 e o início do século 20. Por meio de registros inéditos, o público poderá conhecer a importância dos “vapores”, embarcações movidas a vapor que transportavam o látex e conectavam cidades, rios e pessoas em um período de intensa prosperidade econômica e transformação social.
O acervo é resultado de uma pesquisa conduzida por alunos de graduação e mestrado em Geografia da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), sob coordenação do professor doutor Ricardo José Batista Nogueira, com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). O trabalho reuniu dados de livros, jornais antigos, registros da Biblioteca Nacional e documentos históricos do Brasil e da Inglaterra, revelando a forte influência dos navios a vapor na vida dos ribeirinhos e no cotidiano urbano.
A mostra apresenta 24 imagens históricas de embarcações, além de mapas de rotas e registros de naufrágios. Muitas dessas naves foram construídas na Escócia e na Inglaterra, a serviço de companhias de navegação como a Companhia de Navegação e Comércio do Amazonas, fundada pelo Visconde de Mauá, além da Amazon Steam e da Amazon River. Um dos destaques do acervo é o barco “Benjamin”, ainda encostado na região da Manaus Moderna, construído em 1900 pelo estaleiro escocês Murdock & Murray.
Após o período de exibição em Manaus, os organizadores pretendem levar a mostra para outras cidades do estado, incluindo unidades da Ufam, ampliando o alcance e a difusão do conhecimento sobre esse importante capítulo da história amazônica.