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Presidente da Fifa defende fim da suspensão da Rússia no futebol

Infantino diz que banimento não teve efeito e gerou frustração.

03 de Fevereiro de 2026
Foto: Reuters / Guglielmo Mangiapane

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou que é favorável ao fim da proibição imposta à Rússia para participar de competições internacionais de futebol. Clubes e a seleção russa estão suspensos de torneios organizados pela Fifa e pela Uefa desde a invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022.

Em entrevista à Sky Sports, Infantino declarou que a sanção, em vigor há quatro anos, não produziu resultados positivos. “Essa proibição não alcançou nada, apenas criou mais frustração e ódio”, afirmou. Segundo ele, permitir que jovens russos voltem a disputar partidas internacionais poderia ajudar a reduzir tensões.

O dirigente acrescentou que, em sua visão, a Fifa “nunca deveria banir nenhum país de jogar futebol por causa dos atos de seus líderes políticos”. “Alguém precisa manter os laços abertos”, disse Infantino, ao defender a reintegração gradual do país ao cenário esportivo internacional.

As declarações provocaram reação imediata da Ucrânia. O ministro do Esporte do país, Matvii Bidnyi, classificou as falas do presidente da Fifa como “irresponsáveis” e “infantis”. “Eles separam o futebol da realidade em que crianças estão sendo mortas”, afirmou, também em entrevista à Sky Sports.

Já o presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, manteve posição diferente. Ele reiterou que a guerra precisa terminar para que a Rússia possa ser reintegrada às competições, posição que já havia sido expressa no encerramento do Congresso da Uefa em abril do ano passado.

Infantino também comentou a decisão da Fifa de conceder um prêmio da paz ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o sorteio da Copa do Mundo de 2026. Segundo ele, a iniciativa faz parte de um esforço para reconhecer pessoas que contribuem para a paz. “Tudo o que pudermos fazer para ajudar a paz no mundo, devemos fazer. Objetivamente, ele merece”, afirmou.

 

Com informações da Reuters*

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