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Alan Greenspan morre aos 100 anos nos Estados Unidos

Ex-presidente do Federal Reserve comandou banco central por quase 19 anos.

Por: Portal Amz em Pauta
22 de Junho de 2026
Foto: Paul Morigi Photography / Flickr/Brookings Institution)

Alan Greenspan, ex-presidente do Federal Reserve, morreu aos 100 anos, nesta segunda-feira (22), nos Estados Unidos. A informação foi confirmada por sua esposa, a jornalista Andrea Mitchell. Economista, ele liderou o banco central norte-americano por quase 19 anos e teve papel central na condução da política monetária dos Estados Unidos entre as décadas de 1980 e 2000.

Segundo Andrea Mitchell, Greenspan morreu em casa, em decorrência de complicações da doença de Parkinson. “Alan faleceu em nossa casa esta manhã, aos 100 anos de idade, devido a complicações da doença de Parkinson”, afirmou. Os dois eram casados havia 29 anos.

Nascido em 6 de março de 1926, em Nova York, Greenspan formou-se em economia pela Universidade de Nova York, onde concluiu graduação e mestrado. Antes de chegar ao Federal Reserve, atuou como consultor no setor privado e integrou o governo de Gerald Ford como chefe do Conselho de Assessores Econômicos, em um período marcado por inflação elevada nos Estados Unidos.

Em 1987, foi escolhido pelo presidente Ronald Reagan para comandar o Federal Reserve. Permaneceu no cargo por cinco mandatos consecutivos e atravessou os governos de Reagan, George H. W. Bush, Bill Clinton e George W. Bush. Durante sua gestão, enfrentou episódios como a queda da Bolsa em 1987, o crescimento econômico dos anos 1990, a bolha da internet e os impactos dos ataques de 11 de setembro.

Sua atuação foi associada a um período de expansão e estabilidade, mas também passou a ser questionada após a crise financeira de 2007 e 2008. Críticos apontaram que sua defesa de menor regulação do sistema financeiro e a tolerância a riscos no mercado contribuíram para desequilíbrios que antecederam a crise. Mesmo após deixar o Fed, em 2006, Greenspan continuou ativo como consultor, escritor e comentarista econômico.

Andrea Mitchell também destacou o lado pessoal do ex-presidente do Fed. “Ele era um gigante que ajudou a moldar a economia dos EUA por décadas, sob presidentes de ambos os partidos, mas sempre foi honesto ao reconhecer seus erros”, disse ela. “Para mim, ele era meu marido, que moldou minha vida desde o nosso primeiro encontro em 1984. Ele tinha uma paixão desmedida por beisebol, pelo Washington Commanders, tênis, golfe e música, especialmente jazz”, acrescentou. “Ele será lembrado por sua inteligência e sua bondade. Ser sua companheira de vida foi a maior alegria da minha vida.”

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