Deputado Comandante Dan pede informações sobre nova frota entregue pelo governo.
A Comissão de Segurança Pública, Acesso à Justiça e Defesa Social da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) solicitou à Secretaria de Segurança Pública informações sobre a quantidade de viaturas destinadas a cada município do estado. O pedido foi feito pelo presidente do colegiado, deputado Comandante Dan (Podemos), após denúncias de que a nova frota entregue recentemente pelo Governo do Amazonas estaria chegando em número reduzido ao interior.
“Considero normal e legal o replanejamento de distribuição de frota, de acordo com as necessidades. Mas friso, de acordo com as necessidades. Estive em Apuí e constatei que o novo contrato entrega viaturas em menor número que o anterior. Outros municípios também nos acionaram. Nenhum me relatou ter recebido viaturas a mais. Em alguns deles, não haverá prejuízo imediato à segurança pública por conta da falta de contingente ao patrulhamento das cidades. Mas em outros, como na Região Metropolitana, viaturas fazem toda a diferença, até pela proximidade da capital e pela acessibilidade ser muito mais rodoviária que hidroviária”, afirmou o parlamentar.
Comandante Dan ressaltou que o planejamento da frota precisa considerar a realidade de cada município e a adoção de outros meios de transporte. “Eu pessoalmente acredito que alguns municípios necessitem muito mais de lanchas para suporte ao policiamento das comunidades rurais, do que de viaturas sofisticadas, que sequer encontram manutenção adequada em alguns municípios, isso quando não dependem da caridade alheia para abastecer as viaturas de serviço. Na área onde há mais incidência de crimes de pirataria, são necessárias lanchas. Mas em outros, as viaturas terrestres são essenciais, até para a condução do inquérito. Já devíamos estar falando de monitoramento de áreas por drones e de centrais integradas, mas ainda penamos para abastecer os carros que levarão os policiais até o local do crime”, declarou.
O parlamentar reforçou que não busca criar polêmicas, mas sim acompanhar a execução do contrato e garantir que a redistribuição não comprometa a segurança em cidades já vulneráveis. “Contudo, honrando o papel de legislador, e a atribuição que me foi conferida pelo povo do Amazonas, quero entender a nova distribuição e zelar para que ela não venha a prejudicar a segurança dos municípios do interior, já tão precária”, concluiu.