Na decisão, Moraes destacou o caráter provisório da autorização e reforçou que Cid continua obrigado a cumprir todas as demais medidas cautelares impostas
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta segunda-feira (31) a viagem do tenente-coronel Mauro Cid para São Paulo. O ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro poderá se deslocar entre os dias 1º e 7 de abril para um evento familiar.
Cid é réu no inquérito do golpe e foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por tramar uma tentativa de golpe de Estado para manter Bolsonaro no poder, mesmo após a derrota eleitoral. Ele é apontado como integrante do "núcleo crucial" da articulação golpista.
O militar cumpre medidas cautelares há dois anos e deve se apresentar semanalmente à Vara de Execuções Penais do Distrito Federal. A autorização concedida por Moraes estabelece que a viagem deve ocorrer dentro do período determinado.
Na decisão, Moraes destacou o caráter provisório da autorização e reforçou que Cid continua obrigado a cumprir todas as demais medidas cautelares impostas.
A autorização veio um dia antes do julgamento no STF sobre a tentativa de golpe de 2022. A Primeira Turma da Corte já formou maioria para tornar réus Bolsonaro e outros sete aliados, incluindo Mauro Cid.
Cid foi um dos principais assessores do ex-presidente e sua delação premiada revelou detalhes da suposta trama golpista, incluindo reuniões e estratégias para anular o resultado das eleições presidenciais.
O caso segue em análise pelo STF, e a situação de Cid pode ser reavaliada conforme o andamento do processo e novas decisões da Justiça.