A suspensão de seu mandato havia ocorrido dentro da Operação Dinastia do Lago, deflagrada pela Polícia Federal no dia 16 de setembro. A ação policial investiga o suposto funcionamento de uma rede criminosa voltada a fraudes em licitações, desvio de verbas públicas, corrupção e lavagem de dinheiro na gestão municipal de Coari.
O prefeito de Coari, Adail Pinheiro, está autorizado a voltar ao cargo. Nove dias depois de ser afastado por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ele teve as medidas cautelares revogadas pelo próprio ministro e poderá reassumir imediatamente o comando da Prefeitura.
A suspensão de seu mandato havia ocorrido dentro da Operação Dinastia do Lago, deflagrada pela Polícia Federal no dia 16 de setembro. A ação policial investiga o suposto funcionamento de uma rede criminosa voltada a fraudes em licitações, desvio de verbas públicas, corrupção e lavagem de dinheiro na gestão municipal de Coari.
Após a decisão, Adail publicou nas redes sociais que havia recebido a notícia de seu retorno e afirmou que voltaria ao cargo “pela graça de Deus e pelo voto soberano da maioria do povo de Coari”. Ao final da publicação, escreveu: “Coari, eu estou de volta”.
Adail Pinheiro e o deputado federal Adail Filho negam envolvimento nos fatos investigados. Em manifestação divulgada no dia da operação, a defesa dos dois afirmou que a apuração busca esclarecer a origem de aproximadamente R$ 1,2 milhão apreendidos com três empresários no Aeroporto de Brasília, em maio de 2025.
A defesa também ressaltou que o cumprimento dos mandados de busca e apreensão não significava reconhecimento de culpa nem comprovação da prática de crimes. Os dois disseram que já trabalhavam para esclarecer o caso e manifestaram confiança nas instituições.