A influenza A, além de ser a principal causa de mortalidade por SRAG entre os idosos, é uma das três principais razões de óbitos por SRAG em crianças pequenas.
O estado do Amazonas está entre as unidades da federação em nível de alerta, risco ou alto risco para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo o boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado na última quinta-feira (15). O levantamento aponta aumento expressivo de casos e hospitalizações, especialmente devido ao vírus da influenza A.
De acordo com os dados, a influenza A é hoje a principal causa de mortalidade por SRAG entre os idosos no Amazonas. Entre as crianças pequenas, o vírus também aparece como uma das três principais causas de óbito, ao lado do Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e do rinovírus.
A Fiocruz destaca que o Amazonas apresenta tendência de crescimento no número de casos de SRAG nas últimas seis semanas, o que acende um sinal de alerta para a rede de saúde do estado. O avanço da doença está associado à circulação intensa da influenza A, que também atinge jovens e adultos.
O relatório revela que os níveis de internação por SRAG no estado estão moderados a altos, refletindo o impacto da circulação simultânea de diversos vírus respiratórios. O VSR, por exemplo, continua sendo a principal causa de hospitalizações e mortes por SRAG entre crianças pequenas.
A pesquisadora Tatiana Portella, do InfoGripe, alerta que a mortalidade por SRAG nas crianças já se aproxima da observada nos idosos. Ela recomenda a vacinação imediata dos grupos mais vulneráveis contra a gripe, como idosos, crianças, gestantes e pessoas com comorbidades.
A vacinação é apontada pelos especialistas como a medida mais eficaz para evitar complicações graves, hospitalizações e mortes. A Fiocruz também orienta o uso de máscaras em locais de aglomeração e em unidades de saúde, especialmente em caso de sintomas gripais.
Apesar de alguns estados registrarem estabilização nos casos de SRAG, não é o caso do Amazonas, onde a curva segue em alta. A combinação de vírus respiratórios em circulação torna o cenário mais preocupante para a saúde pública local.
A Fiocruz reforça que os cuidados preventivos continuam sendo fundamentais, principalmente durante o período de maior circulação de vírus respiratórios. Além da vacina, a higienização das mãos, etiqueta respiratória e o isolamento em caso de sintomas são atitudes essenciais para conter a disseminação da doença.