Estado registrou 495 km² de floresta derrubada em 12 meses e ocupa a terceira posição no ranking da Amazônia Legal.
O Amazonas registrou uma redução de 31% no desmatamento nos últimos 12 meses, de acordo com levantamento divulgado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Mesmo com a queda, o estado continua entre os três que mais perderam cobertura florestal na Amazônia Legal, com 495 km² de área desmatada no período.
O estado aparece atrás apenas do Pará, que contabilizou 818 km² de floresta destruída, e de Mato Grosso, com 565 km². Juntos, os três estados foram responsáveis por cerca de 70% de todo o desmatamento registrado no bioma ao longo dos últimos 12 meses.
A redução observada no Amazonas representa o segundo ano consecutivo de queda nos índices de devastação. Ainda assim, os dados mostram que a pressão sobre a floresta permanece elevada. Somente em julho de 2026, o estado concentrou 26% de todo o desmatamento registrado na Amazônia Legal, ficando atrás apenas do Pará, com 30%.
As terras indígenas apresentaram a menor área desmatada entre as categorias territoriais analisadas pelo levantamento. Foram 46,96 km² de vegetação destruída, o equivalente a 1,7% do total. Apesar disso, quatro territórios localizados total ou parcialmente no Amazonas apareceram entre as áreas indígenas mais pressionadas: Andirá-Marau, Sepoti, Vale do Javari e Yanomami.
Segundo o Imazon, quase 60% das terras indígenas da Amazônia não apresentaram registros de desmatamento durante o período analisado. Para os pesquisadores, o resultado reforça a importância desses territórios na conservação da floresta e na manutenção de serviços ambientais essenciais.
Outro indicador que apresentou melhora foi o de degradação florestal, processo associado principalmente às queimadas e à retirada seletiva de madeira. Na Amazônia Legal, a área degradada caiu 93% no ciclo 2025/2026, passando de 35.229 km² para 2.577 km², o menor nível registrado desde 2023.
Apesar dos resultados positivos, especialistas destacam que Amazonas, Pará e Mato Grosso continuam exigindo ações permanentes de fiscalização e combate às atividades ilegais. A preservação dessas áreas é considerada fundamental não apenas para a biodiversidade amazônica, mas também para a manutenção do regime de chuvas e do equilíbrio climático em outras regiões do país.