Previsão do Serviço Geológico do Brasil aponta estiagem intensa e prolongada, com riscos para a navegação e o abastecimento no estado
A possibilidade de uma seca severa em 2026 já mobiliza autoridades e setores econômicos no Amazonas. A previsão do Serviço Geológico do Brasil (SGB) indica que a estiagem deste ano poderá ser intensa e prolongada, afetando principalmente a navegação fluvial, considerada fundamental para o abastecimento de Manaus e dos municípios do interior.
De acordo com o secretário da Defesa Civil do Amazonas, coronel Francisco Máximo, a principal preocupação está relacionada ao comprometimento do transporte hidroviário. Segundo ele, a redução no nível dos rios pode gerar impactos econômicos e sociais, dificultando o escoamento de mercadorias e o acesso de comunidades a produtos essenciais.
Diante do cenário, a Associação Comercial do Amazonas (ACA) também iniciou articulações para minimizar possíveis prejuízos ao setor produtivo. O presidente da entidade, Bruno Pinheiro, informou que solicitou ao Governo do Estado a adoção de medidas semelhantes às implementadas durante a estiagem de 2024.
Entre as propostas apresentadas está o parcelamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para produtos adquiridos antecipadamente. A medida busca permitir que empresários formem estoques antes do agravamento das dificuldades logísticas provocadas pela seca.
A antecipação das estratégias ocorre em meio ao alerta sobre os impactos recorrentes das mudanças climáticas na região amazônica. Nos últimos anos, o estado registrou secas históricas que afetaram o transporte, o abastecimento e a economia local, ampliando a preocupação das autoridades para o próximo período de estiagem.