Amazonas

Amazonas tem 7% da população com deficiência, aponta IBGE

A pesquisa mostrou o total de pessoas com deficiência no Amazonas, a maioria correspondente a 4,7% tem dificuldade permanente para enxergar.

25 de Maio de 2025
Foto: Divulgação

O Amazonas tem 7% de sua população com algum tipo de deficiência, segundo dados preliminares do Censo Demográfico de 2022 divulgados na última sexta-feira (23) pelo IBGE. O percentual corresponde a cerca de 276 mil pessoas entre os 3.941.613 habitantes com dois anos ou mais de idade no estado.

Do total de pessoas com deficiência no Amazonas, 7,5% são mulheres, e a maioria (4,7%) apresenta dificuldade permanente para enxergar. O levantamento considera limitações funcionais em áreas como visão, audição, locomoção e cognição.

Em nível nacional, o Censo identificou 14,4 milhões de pessoas com deficiência, o que representa 7,3% da população brasileira com dois anos ou mais. A pesquisa apontou que 45,4% dessas pessoas são idosas com 60 anos ou mais, grupo que representa apenas 14% entre os brasileiros sem deficiência.

A diferença entre os gêneros também se destacou no levantamento: 8,3 milhões das pessoas com deficiência são mulheres e 6,1 milhões, homens. Segundo o IBGE, isso pode estar relacionado à maior expectativa de vida das mulheres.

Os dados fazem parte da publicação “Censo Demográfico 2022: Pessoas com Deficiência e Pessoas Diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista, Resultados preliminares da amostra”, divulgada oficialmente em Natal (RN), com transmissão ao vivo pelo IBGE Digital.

Estados do Nordeste apresentaram as maiores proporções de pessoas com deficiência. Alagoas lidera com 9,6%, seguido por Piauí (9,3%), Ceará e Pernambuco (ambos com 8,9%). Fora da região, o Rio de Janeiro teve a maior taxa, com 7,4%. Os menores percentuais foram encontrados em Roraima (5,6%), Mato Grosso (5,7%) e Santa Catarina (6,0%).

Especialistas explicam que a prevalência maior no Nordeste pode estar relacionada a desigualdades sociais. “A deficiência está associada ao menor acesso a serviços básicos, educação e saúde. Isso reflete as disparidades históricas na região”, disse Luciana dos Santos, analista do IBGE.

O levantamento também confirma que a idade é um fator determinante. Entre crianças de 2 a 14 anos, apenas 2,2% têm deficiência. Já entre adultos de 15 a 59 anos, a taxa é de 5,4%, e entre os idosos com 70 anos ou mais, o percentual salta para 27,5%.

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