Projeto Tamar e rede hoteleira reforçam ações de preservação na Bahia
A sobrevivência das tartarugas-marinhas ainda é um desafio ambiental. A cada mil filhotes que nascem, apenas um consegue chegar à fase adulta. O dado reforça a importância das ações de preservação desenvolvidas no litoral brasileiro, especialmente no norte da Bahia, onde se concentra grande parte das desovas da espécie.
A Fundação Projeto Tamar atua há décadas na proteção das tartarugas-marinhas no Brasil. Desde 1980, a iniciativa monitora áreas de reprodução e desenvolve estratégias para garantir a sobrevivência dos animais, que só atingem a maturidade sexual por volta dos 25 anos.
Um dos principais pontos de desova fica no litoral norte da Bahia, responsável por cerca de 60% dos registros no país. Após décadas no oceano, as fêmeas retornam ao mesmo local onde nasceram para depositar seus ovos. Apesar dos avanços científicos, ainda não há consenso sobre como elas conseguem identificar o ponto exato de origem.
Na região da Costa do Sauípe, empreendimentos turísticos passaram a adotar medidas para reduzir impactos ambientais. O complexo de resorts, instalado em uma faixa de aproximadamente dois quilômetros de praia, convive com o ciclo natural das tartarugas e adapta sua estrutura para proteger os ninhos durante o período de desova, que ocorre entre setembro e março.
O processo reprodutivo exige condições específicas e ocorre sempre à noite. Enquanto as fêmeas retornam à praia para a postura dos ovos, os machos permanecem no oceano durante toda a vida. A preservação das áreas de desova é considerada essencial para garantir a continuidade da espécie.