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Após a morte do Sol, vida pode continuar em luas geladas, aponta estudo

Daqui a cerca de 4,5 bilhões de anos, o Sol deve se expandir, transformando-se em uma estrela gigante vermelha.

04 de Junho de 2025
Foto: Reprodução

Um artigo aceito para publicação na revista científica Monthly Notices of the Royal Astronomical Society sugere que a vida poderá continuar existindo no Sistema Solar mesmo após a morte do Sol.

A pesquisa, conduzida por cientistas do Instituto Carl Sagan, da Universidade de Cornell (EUA), indica que algumas luas geladas, como Europa, de Júpiter, podem oferecer abrigo em um futuro remoto.

Daqui a cerca de 4,5 bilhões de anos, o Sol deve se expandir, transformando-se em uma estrela gigante vermelha. Nesse processo, engolirá planetas próximos — como Mercúrio, Vênus e, possivelmente, a Terra. Caso sobreviva, nosso planeta será apenas um núcleo incandescente de ferro e níquel.

Essa transformação alterará a zona habitável do Sistema Solar — a faixa onde um planeta ou lua recebe energia suficiente para manter água líquida. Com o Sol maior e mais quente, essa zona se deslocará para longe, podendo alcançar a órbita de Júpiter. Embora o planeta seja um gigante gasoso incapaz de abrigar vida, suas luas geladas podem se tornar candidatas interessantes.

A expectativa é que o novo calor do Sol e o aumento da radiação refletida por Júpiter façam com que o gelo da superfície de Europa sublime — passando diretamente do estado sólido para o gasoso — e que os oceanos subterrâneos comecem a evaporar.

O estudo aponta que a perda de água será mais intensa no lado da lua voltado para Júpiter. Já o lado oposto, especialmente nas regiões polares, perderá água mais lentamente. Isso poderia gerar uma atmosfera leve de vapor d’água, capaz de durar até 200 milhões de anos. Embora breve em comparação à história da Terra, esse período ainda representa uma oportunidade para a vida persistir.

Além disso, os pesquisadores destacam que luas geladas orbitando estrelas gigantes vermelhas em outros sistemas podem apresentar condições semelhantes. Embora ainda não tenhamos confirmado a existência de exoluas, telescópios como o James Webb e o futuro Observatório de Mundos Habitáveis podem investigar essas possibilidades.

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