Suspeita foi encontrada morta dentro da unidade de ensino; caso ocorreu em cidade de 2 mil habitantes na Colúmbia Britânica
Um ataque a tiros na Tumbler Ridge Secondary School, no oeste do Canadá, deixou dez pessoas mortas e outras 25 feridas na última terça-feira (10), segundo a Polícia Montada Real Canadense. A autora do atentado foi encontrada morta dentro da escola, com indícios de que tenha tirado a própria vida. O caso é considerado um dos mais letais da história recente do país.
O ataque começou por volta das 13h20 no horário local (19h20 em Brasília), em Tumbler Ridge, cidade com pouco mais de 2 mil habitantes na província da Colúmbia Britânica. Seis pessoas morreram dentro da escola, que atende cerca de 160 alunos. Outras duas foram encontradas mortas em uma residência próxima ao colégio, apontada pela polícia como ligada ao caso. Uma das vítimas chegou a ser socorrida, mas morreu a caminho do hospital.
Durante a ocorrência, um alerta de emergência foi enviado aos celulares dos moradores descrevendo a suspeita como uma mulher de cabelos castanhos, vestindo um vestido. O jornal canadense Western Standard identificou a atiradora como Jesse Strang, mulher transgênero de 18 anos que estudava na escola. Colegas a descreveram como “tranquila e gente boa”, mas também “quieta e meio deslocada”.
Duas vítimas foram transportadas de helicóptero para hospitais com ferimentos graves ou que ameaçam suas vidas. Outras cerca de 25 pessoas com ferimentos leves foram atendidas em um centro médico local. Até a última atualização, as autoridades não haviam divulgado detalhes sobre o estado de saúde dos sobreviventes nem sobre a motivação do ataque.
O caso chocou o Canadá, onde ataques a tiros são considerados raros em comparação com os Estados Unidos. A legislação do país impõe regras mais rígidas para a posse e o porte de armas, exigindo licenças específicas e armazenamento obrigatório de armas descarregadas e trancadas. O episódio passa a integrar a lista dos ataques mais mortais do país, ao lado do massacre de 22 pessoas na Nova Escócia, em 2020, e do ataque à Escola Politécnica de Montreal, em 1989, quando 14 estudantes foram mortos.