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Ataques israelenses deixam 60 mortos em Gaza durante visita de Trump à região

Entre as vítimas está jornalista palestino; ofensiva ocorre durante negociações por trégua.

15 de Maio de 2025
Foto: REUTERS / Hatem Khaled

Ataques militares de Israel mataram pelo menos 60 pessoas na Faixa de Gaza nesta quinta-feira (15), segundo médicos palestinos. A ofensiva ocorreu em meio à visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Oriente Médio, enquanto mediadores árabes e enviados americanos pressionam por um acordo de cessar-fogo. 

A maioria das vítimas, incluindo mulheres e crianças, foi morta em Khan Younis, no sul de Gaza, após ataques aéreos que atingiram casas e barracas, segundo relatos médicos. 

Entre os mortos estava o jornalista local Hassan Samour, que trabalhava para a estação de rádio Aqsa, administrada pelo Hamas. De acordo com os médicos, ele foi morto junto com 11 membros de sua família após sua casa ser atingida. 

Os militares israelenses não comentaram a morte do jornalista. No entanto, a ofensiva em Gaza tem se intensificado, com o objetivo declarado de erradicar o Hamas em retaliação aos ataques realizados pelo grupo contra Israel em outubro de 2023. 

Em comunicado, o Hamas afirmou que Israel estava fazendo uma "tentativa desesperada de negociar sob a cobertura de fogo", enquanto prosseguem conversações indiretas de cessar-fogo entre Israel e o grupo palestino. As negociações envolvem enviados de Trump e mediadores do Catar e do Egito, em Doha. 

Os ataques ocorreram no mesmo dia em que os palestinos lembram a Nakba, ou "catástrofe", data que marca o deslocamento forçado de centenas de milhares de palestinos durante a guerra de 1948, que culminou na criação do Estado de Israel. 

Com cerca de 2,3 milhões de habitantes, a maioria já deslocada internamente, muitos moradores de Gaza afirmam que o sofrimento atual supera o vivido na época da Nakba. 

"O que estamos vivenciando agora é ainda pior do que a Nakba de 1948", afirmou Ahmed Hamad, um palestino da Cidade de Gaza que foi deslocado várias vezes. 
"A verdade é que vivemos em um estado constante de violência e deslocamento. Onde quer que vamos, enfrentamos ataques. A morte nos cerca por toda parte." 

Segundo as autoridades de saúde palestinas, os ataques israelenses se intensificaram desde que Donald Trump iniciou uma visita à região na terça-feira (13), passando por Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes Unidos — países nos quais havia expectativa de que o presidente americano atuasse para intermediar uma trégua. 

Na quarta-feira (14), os ataques israelenses no enclave deixaram ao menos 80 mortos, de acordo com os mesmos relatos oficiais. 

 

Com informações da Reuters.

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