Ex-presidente dos Estados Unidos presta depoimento a comitê da Câmara e afirma ter tido apenas “breve contato” com o magnata
O ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, afirmou nesta sexta-feira (27), em depoimento a um comitê da Câmara dos EUA, que manteve apenas um “breve contato” com Jeffrey Epstein, encerrado “anos antes de seus crimes virem à tona”.
Segundo declaração inicial apresentada aos parlamentares, Clinton disse que nunca presenciou “o que realmente acontecia” nas atividades do financista, que morreu em 2019 enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual.
“As meninas e mulheres cujas vidas Jeffrey Epstein destruiu merecem não apenas justiça, mas também cura”, declarou o ex-presidente, em publicação divulgada em sua conta na rede social X. “Elas esperam por ambos há muito tempo. Embora meu breve contato com Epstein tenha terminado anos antes de seus crimes virem à tona, e embora eu nunca tenha testemunhado, durante nossas limitadas interações, qualquer indício do que realmente acontecia, estou aqui para oferecer o pouco que sei para que isso possa impedir que algo assim aconteça novamente.”
Clinton reforçou que não teve conhecimento de atividades ilícitas. “Eu sei o que vi e, mais importante, o que não vi. Eu sei o que fiz e, mais importante, o que não fiz. Não vi nada e não fiz nada de errado”, afirmou.
O ex-presidente também antecipou aos parlamentares que poderia responder “não me lembro” a determinados questionamentos, em razão do tempo transcorrido desde seus contatos com Epstein, reconhecendo que isso poderia ser considerado “insatisfatório” pelos legisladores.
Durante o depoimento, Clinton declarou ainda que considerava “simplesmente incorreto” convocar sua esposa, Hillary Clinton, para depor. Ela participou de oitiva na quinta-feira (26).