Amazonas

BNDES aprova R$ 100 milhões para reflorestamento na região Amazônica com recursos do Fundo Clima

O Restaura Amazônia já lançou duas séries de editais para seleção de projetos florestais nas macrorregiões amazônicas

08 de Abril de 2025
Foto: Divulgação

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou a primeira operação voltada ao reflorestamento com recursos do Novo Fundo Clima. O financiamento, no valor total de R$ 100 milhões, será destinado à startup Mombak, especializada na remoção de carbono. O projeto visa recuperar áreas degradadas na Amazônia, promover a biodiversidade e remover carbono em larga escala.

Do montante aprovado, R$ 80 milhões são provenientes do Fundo Clima e R$ 20 milhões da linha BNDES Finem, com garantia viabilizada por fiança bancária do Santander. A Mombak vai expandir suas operações no estado do Pará, fortalecendo parcerias com proprietários locais e contribuindo para a economia regional com geração de empregos e estímulo à cadeia do reflorestamento.

A área contemplada pela iniciativa faz parte do chamado Arco da Restauração, uma região crítica para o desmatamento na Amazônia. O território se estende do leste do Maranhão ao Acre, passando por estados como Pará, Rondônia e Mato Grosso. A meta do projeto é recuperar até 6 milhões de hectares de florestas até 2030.

O Fundo Clima, criado em 2009 e reformulado pelo atual governo, é vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). Seu objetivo é financiar projetos que contribuam para o enfrentamento das mudanças climáticas. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou que essa é uma operação simbólica na reconstrução das florestas e na construção de uma economia verde no país.

A Mombak, fundada em 2021 por Peter Fernandez e Gabriel Silva, já captou US$ 200 milhões em investimentos e tem entre seus clientes empresas como Microsoft e Google. A startup tem plantado milhões de árvores nativas no Pará e firmado contratos com grandes compradores corporativos, além de atrair aportes de instituições internacionais como o Banco Mundial.

O CEO da Mombak, Peter Fernandez, afirmou que o apoio do BNDES representa um marco para o setor de remoção de carbono no Brasil. Segundo ele, o reflorestamento passa a ser visto como uma atividade escalável e economicamente viável. Já o Santander, por meio de seu head de Sustentabilidade, Leonardo Fleck, destacou a importância de soluções financeiras inovadoras para viabilizar projetos baseados na natureza.

Além do apoio do Fundo Clima, o BNDES e o MMA também atuam em parceria no projeto Arco da Restauração, que visa recuperar 24 milhões de hectares de florestas até 2050. Uma das frentes do projeto é a iniciativa Restaura Amazônia, lançada em dezembro de 2024 com R$ 450 milhões do Fundo Amazônia e possibilidade de novos aportes.

O Restaura Amazônia já lançou duas séries de editais para seleção de projetos florestais nas macrorregiões amazônicas. A primeira, com foco em unidades de conservação, teve R$ 92 milhões em recursos. A segunda, voltada para assentamentos da reforma agrária, foi lançada em março com R$ 138 milhões do Fundo Amazônia e alinhamento ao Programa Florestas Produtivas, um dos pilares do Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg).

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