Reajuste de 15,04% já vale na folha deste mês, com pagamentos entre os dias 19 e 30 conforme o final do NIS.
O Bolsa Família passa a ter valor mínimo de R$ 691 por família a partir de outubro de 2026. O reajuste de 15,04% foi confirmado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e já será aplicado na folha deste mês. Os pagamentos começam no dia 19 de outubro e seguem até o dia 30, de acordo com o número final do NIS de cada beneficiário.
O piso do programa sobe de R$ 600 para R$ 691. Segundo o MDS, o benefício médio estimado também aumenta, passando de R$ 675 para R$ 777. A atualização foi estabelecida pelo Decreto nº 13.120 e considera a variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026.
Os adicionais pagos conforme a composição familiar também foram reajustados. O Benefício de Renda de Cidadania passa de R$ 142 para R$ 164 por integrante. O Benefício Primeira Infância, destinado a crianças de até sete anos incompletos, sobe de R$ 150 para R$ 173 por criança. Já o Benefício Variável Familiar, destinado a gestantes, nutrizes e crianças e adolescentes entre sete e 18 anos incompletos, passa de R$ 50 para R$ 58 por integrante que se enquadre nas regras.
O valor de R$ 691 funciona como piso garantido, e não como pagamento único para todas as famílias. O total recebido pode ser maior de acordo com a quantidade de integrantes e com os adicionais previstos pelo programa. Quando a soma dos benefícios calculados ficar abaixo de R$ 691, o Benefício Complementar cobre a diferença necessária para alcançar o valor mínimo.
Em outubro, o calendário começa no dia 19 para beneficiários com NIS final 1. Na sequência, recebem os de final 2 no dia 20; final 3, dia 21; final 4, dia 22; final 5, dia 23; final 6, dia 26; final 7, dia 27; final 8, dia 28; final 9, dia 29; e final 0, no dia 30.
Os beneficiários podem consultar o valor da parcela, a data de pagamento e a situação do benefício pelo aplicativo Bolsa Família. O governo também orienta que os dados do Cadastro Único sejam mantidos atualizados, especialmente em casos de mudança de endereço, renda ou composição familiar.