Política

Bolsonaro recebe alta hospitalar e retorna à prisão após decisão do Supremo

Ex-presidente deixa hospital em Brasília e volta a cumprir pena na Polícia Federal

01 de Janeiro de 2026
Foto: Reprodução

O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta hospitalar e deixou o Hospital DF Star no fim da tarde desta quinta-feira (1º). Após a liberação médica, ele retornou para a custódia da Polícia Federal, onde cumpre pena desde novembro.

Um comboio formado por batedores da Polícia Militar do Distrito Federal e veículos pretos descaracterizados deixou a garagem do hospital, localizado na Asa Sul, região central de Brasília. O deslocamento ocorreu sob escolta até a Superintendência da Polícia Federal, a poucos quilômetros da unidade de saúde.

Bolsonaro estava internado desde o dia 24 de dezembro, quando foi submetido a uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral. Durante o período de internação, a equipe médica acompanhou a evolução do quadro clínico e avaliou outras queixas apresentadas pelo ex-presidente.

Após o procedimento cirúrgico, os médicos analisaram a necessidade de intervenções adicionais para conter uma crise de soluços persistente. Na quarta-feira (31), Bolsonaro passou por uma endoscopia, exame que constatou a permanência de esofagite e gastrite.

Ainda na quarta-feira, médicos responsáveis pelo acompanhamento informaram melhora significativa no quadro de soluços e já haviam programado a alta hospitalar para esta quinta-feira, caso não surgissem novas intercorrências clínicas.

Com a liberação médica, o ex-presidente retornou à Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde permanece preso após condenação de 27 anos e 3 meses de prisão por envolvimento na trama golpista julgada pelo Supremo Tribunal Federal.

Na manhã desta quinta-feira, o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes negou o pedido da defesa que solicitava a concessão de prisão domiciliar humanitária após a alta hospitalar.

Na decisão, Moraes afirmou que não foram apresentados fatos novos capazes de afastar os fundamentos do indeferimento anterior, proferido em 19 de dezembro de 2025. O despacho reforça que segue autorizado o acesso integral da equipe médica de Bolsonaro, incluindo fisioterapeuta, fornecimento de medicamentos e a entrega de alimentação preparada por familiares.

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