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Bombeiros seguem resfriando tanques após vazamento de estireno em Manaus

Operação continua no Distrito Industrial para evitar novas liberações de vapor químico.

Por: Portal Amz em Pauta
16 de Julho de 2026
Foto: Jucélio Paiva / Rede Amazônica

Equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas continuam, na manhã desta quinta-feira (16), o resfriamento de tanques da empresa Innova, no Distrito Industrial de Manaus. A operação ocorre mais de 14 horas após o vazamento de estireno registrado na tarde de quarta-feira (15). A área permanece isolada e monitorada para impedir o aumento da temperatura do produto e novas liberações de vapor.

O incidente começou por volta das 17h20 em um tanque de armazenamento de monômero de estireno. Segundo a Innova, o produto apresentou uma elevação anormal de temperatura, provocando a saída de vapores pelos dispositivos de segurança. O Corpo de Bombeiros informou que o sistema foi acionado para evitar uma explosão. Embora apenas um reservatório tenha apresentado o problema, os três tanques da unidade estão sendo resfriados por precaução.

Cerca de 35 bombeiros, dez viaturas e quatro canhões de água foram mobilizados. A fábrica e empresas próximas foram evacuadas, enquanto trechos da Avenida Buriti ficaram interditados para facilitar o trabalho das equipes. Na manhã desta quinta-feira, o forte odor ainda era percebido na região, e algumas empresas do entorno liberaram funcionários por medida de segurança.

A Innova declarou que a situação foi controlada conforme os protocolos de emergência e que não houve incêndio, vazamento de produto líquido para fora da área de contenção ou vítimas. “A situação foi prontamente contida de acordo com os procedimentos de emergência estabelecidos pela Companhia”, informou a empresa. Os resíduos gerados foram armazenados para tratamento adequado.

A Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas informou que 16 pessoas procuraram unidades da rede estadual após a ocorrência. Todas apresentavam quadro clínico estável e foram avaliadas. A orientação é buscar atendimento em caso de irritação nos olhos ou na pele, dor de cabeça, tontura, náusea, sonolência ou dificuldade para respirar.

O monômero de estireno é usado na fabricação de plásticos, borrachas e outros produtos industriais. “Ele tem odor forte e adocicado. A exposição ao gás estireno pode causar irritação nos olhos, nariz e garganta, além de sintomas como dores de cabeça, tontura e fadiga. Em concentrações elevadas, pode levar a náuseas e problemas respiratórios. O recomendado é usar a máscara P2, também conhecida como N95”, explicou a chefe do Departamento de Química da Ufam, Karime Bentes.

A Superintendência da Zona Franca de Manaus acompanha o caso e solicitou à empresa informações sobre as medidas adotadas e os possíveis impactos da ocorrência. As causas do aquecimento anormal e os efeitos sanitários, ambientais e trabalhistas ainda serão apurados pelos órgãos responsáveis.

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