Países latino-americanos defendem solução diplomática para o conflito e se dizem dispostos a contribuir com processos de paz.
Os governos do Brasil, do México e da Colômbia divulgaram nesta sexta-feira (13) uma nota conjunta pedindo um cessar-fogo no Oriente Médio e defendendo que os países envolvidos no conflito resolvam as divergências por meio da diplomacia internacional.
No comunicado, os três países afirmam que a interrupção das hostilidades é fundamental para permitir negociações entre as partes. “Consideramos indispensável que, no atual conflito no Oriente Médio, seja declarado um cessar-fogo imediato, a fim de abrir espaços efetivos para o diálogo e a negociação”, diz o texto.
Os governos latino-americanos também destacaram a importância do diálogo entre os Estados como forma de resolver disputas internacionais. Segundo a nota, os países “reiteram a necessidade de que as divergências entre Estados sejam resolvidas por meio da diplomacia internacional, em consonância com os princípios da solução pacífica das controvérsias”.
Ainda de acordo com o documento, Brasil, México e Colômbia manifestaram disposição para contribuir com iniciativas que fortaleçam a construção da paz. Os governos afirmaram estar abertos a colaborar com processos que gerem confiança entre as partes, “a fim de avançar rumo a uma solução política e negociada do conflito”.
Nesta semana, ao anunciar medidas para aliviar o impacto da alta do petróleo provocada pela guerra no preço do diesel no Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou como “irresponsabilidade” os conflitos armados que ocorrem no mundo.
O atual cenário de tensão ocorre em meio à escalada do conflito envolvendo Israel, Estados Unidos e Irã. No dia 28 de fevereiro, plumas de fumaça foram vistas sobre o horizonte de Teerã após Israel anunciar que lançou um ataque preventivo contra o Irã, enquanto veículos da imprensa iraniana relataram explosões na capital.
A ofensiva ocorre em meio às negociações relacionadas ao programa nuclear e balístico iraniano. Israel e Estados Unidos acusam Teerã de buscar o desenvolvimento de armas nucleares, enquanto o governo iraniano afirma que seu programa nuclear possui fins pacíficos e se declara disposto a receber inspeções internacionais.
A tensão entre os países tem raízes em 1979, quando a Revolução Islâmica derrubou a monarquia iraniana, então aliada de Washington. Desde então, o Irã passou a ser alvo de sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos, que buscam pressionar o país no cenário internacional.