Seja no café da manhã ou no lanche da tarde, o pão francês segue firme na cultura alimentar brasileira
No dia 21 de março, o Brasil celebra o Dia do Pão Francês, um dos alimentos mais tradicionais do país. Crocante por fora e macio por dentro, ele se tornou indispensável na mesa dos brasileiros, sendo símbolo de sabor, tradição e praticidade.
A origem do pão francês no Brasil remonta ao início do século XX, quando uma elite buscava reproduzir a baguete parisiense. Com adaptações aos ingredientes e ao clima local, nasceu o pão com casca dourada e miolo macio, conquistando gerações.
Atualmente, o pão francês lidera o mercado de panificação no Brasil. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (ABIP), ele representa 34,39% da produção nacional, somando 2,35 milhões de toneladas e R$ 12,47 bilhões em vendas anuais.
Por trás dessa produção, estão padeiros dedicados, como Paulo Maurício, profissional há duas décadas. Trabalhando na Rede de Supermercados Super Nova, em Manaus, ele destaca a satisfação de ver os clientes apreciando seu trabalho: “É um prazer mesmo, não um trabalho”, afirma.
Padeiro Paulo Maurício (Foto: Vitória Lopes)
A curiosidade do pão francês permite diferentes formas de consumo. No Amazonas, ele ganha um toque regional com o X-Caboquinho, recheado com tucumã, banana frita e queijo coalho. O clássico pão com manteiga segue sendo uma escolha popular em todo o país.
X-Caboquinho típico do estado do Amazonas (Foto: Vitória Lopes)
Seja no café da manhã ou no lanche da tarde, o pão francês segue firme na cultura alimentar brasileira. Seu aroma característico nas padarias e sua crocância apenas reforçam sua posição como um dos alimentos mais queridos do país.
Mais do que um alimento simples, o pão francês representa afeto e tradição. Celebrar seus dados especiais também é considerar o trabalho dos profissionais que garantem sua qualidade e presença no dia a dia nas mesas dos brasileiros.