Projeção do FMI aponta que o país ultrapassará Itália e Rússia, com PIB estimado em US$ 2,8 trilhões, e poderá manter a posição até 2031.
O Brasil deve voltar a ocupar a oitava posição no ranking das maiores economias do mundo em 2027, segundo projeções divulgadas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta semana. A estimativa aponta que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro alcançará US$ 2,8 trilhões no próximo ano, permitindo que o país ultrapasse Itália e Rússia. Atualmente, o Brasil ocupa a décima colocação, com PIB projetado em US$ 2,65 trilhões para 2026.
Os dados fazem parte da atualização de outubro do relatório Perspectivas da Economia Mundial, que apresenta estimativas sobre o desempenho econômico de diferentes países. De acordo com o levantamento, o Brasil poderá permanecer na oitava posição até 2031, último ano contemplado pelas projeções do FMI.
O avanço representa o retorno a uma posição que o Brasil não ocupava desde 2017. Historicamente, o melhor desempenho do país no ranking foi o sétimo lugar, alcançado em 1995 e entre 2010 e 2014. O levantamento considera o valor nominal do PIB convertido em dólares, indicador utilizado para comparar o tamanho das economias.
Apesar da previsão de melhora na classificação internacional, o FMI revisou para baixo as estimativas de crescimento da economia brasileira. A expectativa é de expansão de 2,2% em 2026 e 1,9% em 2027. As projeções anteriores apontavam crescimento de 2,4% e 2,2%, respectivamente. Entre os fatores que influenciam o cenário estão os juros elevados, as incertezas internacionais e as condições fiscais do país.
No cenário mundial, os Estados Unidos devem continuar como a maior economia em 2027, com PIB estimado em US$ 34,44 trilhões, seguidos pela China, com US$ 22,94 trilhões. A Alemanha aparece em terceiro lugar, enquanto a Índia deve avançar para a quarta posição, ultrapassando Reino Unido e Japão.
O crescimento da economia indiana é um dos principais destaques do levantamento. Segundo o FMI, o país poderá alcançar a terceira colocação mundial até 2031, superando a Alemanha. Já o Japão deve perder posições diante do avanço de outras economias.
Embora a projeção coloque o Brasil entre as oito maiores economias do planeta, o tamanho do PIB não significa necessariamente melhoria nas condições de vida da população. O indicador mede a produção de bens e serviços, mas não revela, isoladamente, como a riqueza é distribuída ou quais são os níveis de renda e desigualdade social.
A possível subida no ranking dependerá do desempenho da economia brasileira, das variações cambiais e dos resultados apresentados pelos demais países. Caso as estimativas se confirmem, o Brasil encerrará 2027 à frente de Itália e Rússia, consolidando sua presença entre as maiores economias mundiais.