Cinema

Brasil leva dez filmes ao Festival de Berlim 2026

Produções selecionadas destacam diversidade regional, estética e força das políticas públicas de fomento ao audiovisual.

16 de Fevereiro de 2026

O longa Feito Pipa, de Allan Deberton, estreia mundial no 76º Festival de Berlim, na mostra Generation, dedicada a produções com temática infantojuvenil

Foto: Primeiro Plano

O cinema brasileiro terá participação expressiva na 76ª edição do Festival Internacional de Cinema de Berlim, em 2026. Ao todo, dez produções nacionais integram a programação oficial da Berlinale, distribuídas por mostras como Generation, Panorama, Fórum, Fórum Expanded e Perspectives, evidenciando a diversidade estética, regional e temática do audiovisual brasileiro no cenário internacional.

Parte significativa das obras contou com recursos de políticas públicas do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura (MinC), da Agência Nacional do Cinema (Ancine), do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), da Lei Paulo Gustavo, da Política Nacional Aldir Blanc e de mecanismos previstos na Lei do Audiovisual, além de apoios estaduais e municipais. Os investimentos somam R$ 12,9 milhões via FSA e R$ 7,6 milhões por meio da Lei do Audiovisual, reforçando o papel estratégico do Estado no fortalecimento da cadeia produtiva e na ampliação da presença do Brasil em festivais de prestígio mundial.

Na mostra Generation Kplus, voltada ao público infantojuvenil, o Brasil marca presença com três longas. A Fabulosa Máquina do Tempo, de Eliza Capai, recebeu R$ 800 mil pela Lei do Audiovisual, R$ 860 mil pelo FSA e R$ 300 mil pela Lei Paulo Gustavo. Papaya, de Priscilla Kellen, contou com R$ 646 mil via FSA/BRDE. Já Feito Pipa, de Allan Deberton, contabiliza R$ 4,7 milhões pelo FSA, sendo cerca de R$ 1 milhão via Art. 1º-A e R$ 3 milhões pelo Art. 3º da Lei do Audiovisual.

Na Generation 14plus, foi selecionado Quatro Meninas, dirigido por Karen Suzane, com aproximadamente R$ 2,2 milhões em investimentos, sendo R$ 1,9 milhão e R$ 345 mil por meio do Art. 1º-A. A presença brasileira também se destaca no Fórum, espaço dedicado a obras autorais e experimentais, com Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha, de Janaina Marques, que recebeu R$ 1,4 milhão pela Política Nacional Aldir Blanc, via Secult-CE, e R$ 600 mil do BNDES.

No Fórum Expanded, o curta Floresta do Fim do Mundo, dirigido por Felipe M. Bragança e Denilson Baniwa, contou com R$ 100 mil da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro. Já na mostra Panorama, integram a seleção Isabel, coprodução França-Brasil dirigida por Gabe Klinger, sem recursos públicos brasileiros; Se eu fosse vivo, vivia, de André Novais Oliveira, com cerca de R$ 1,9 milhão via FSA/BRDE; e Narciso, coprodução liderada pelo Paraguai com participação brasileira, contemplada com aproximadamente R$ 1,5 milhão por meio de contrato de coprodução internacional.

Completando a presença nacional, Nosso Segredo, de Grace Passô, integra a mostra Perspectives e recebeu cerca de R$ 1,3 milhão, além de R$ 2,5 milhões vinculados ao Art. 3º-A da Lei do Audiovisual. Até o momento, os filmes brasileiros selecionados não têm data confirmada de estreia comercial no país.

A Berlinale é considerada um dos festivais mais prestigiados da indústria cinematográfica mundial, responsável pela concessão do Urso de Ouro e dos Ursos de Prata às produções de destaque. A edição de 2026 será realizada entre 12 e 22 de fevereiro, na Alemanha.

O Brasil já conquistou o Urso de Ouro com Central do Brasil, de Walter Salles, em 1998, e com Tropa de Elite, de José Padilha, em 2008. Em 2025, O Último Azul, de Gabriel Mascaro, venceu o Urso de Prata, reforçando a trajetória consistente do país em um dos principais palcos do cinema mundial.

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