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Brasil pode sofrer terremoto de grande magnitude como o registrado na Colômbia?

Apesar da estabilidade tectônica, território brasileiro registra abalos e também pode sentir reflexos de terremotos ocorridos em países vizinhos.

Por: Portal Amz em Pauta
12 de Agosto de 2026
Foto: Reprodução

Os terremotos de grande intensidade registrados recentemente na América do Sul voltaram a levantar questionamentos sobre os riscos de um fenômeno semelhante atingir o Brasil. Em junho, a Venezuela sofreu dois fortes abalos, de magnitudes 7,2 e 7,5. Já na segunda-feira (10), um terremoto de magnitude 7,4 atingiu o oeste da Colômbia, provocando mortes, feridos e destruição em diferentes cidades.

Apesar dos episódios registrados em países próximos, especialistas consideram baixa a possibilidade de o Brasil enfrentar terremotos destrutivos com a mesma frequência observada em áreas tectonicamente mais ativas. Isso não significa, entretanto, que o território brasileiro esteja livre de atividade sísmica. Tremores de menor intensidade são registrados regularmente no país e monitorados por centros especializados.

Um dos maiores terremotos já registrados em território brasileiro ocorreu na Serra do Tombador, em Mato Grosso, em 1955, e alcançou magnitude aproximada de 6,2. Apesar da força considerada elevada para os padrões nacionais, o episódio não provocou uma grande tragédia, principalmente porque ocorreu em uma região pouco povoada.

Além dos tremores originados dentro do próprio território, o Brasil também pode sentir os efeitos de terremotos ocorridos em países vizinhos. Foi o que aconteceu após o abalo colombiano de segunda-feira, quando moradores de Manaus relataram oscilações em prédios e alguns edifícios chegaram a ser esvaziados preventivamente. Não houve registro de feridos na capital amazonense.

A menor ocorrência de grandes terremotos no Brasil está relacionada principalmente à posição do país no interior da Placa Sul-Americana, distante das principais zonas de encontro entre placas tectônicas. Em áreas próximas à Cordilheira dos Andes, por outro lado, a interação da Placa de Nazca com a Placa Sul-Americana contribui para uma atividade sísmica muito mais intensa.

Mesmo situado em uma área considerada tectonicamente mais estável, o Brasil possui falhas geológicas capazes de acumular e liberar energia, provocando tremores. Estudos e mapas de sismicidade mostram que algumas regiões apresentam maior concentração histórica de abalos, reforçando a necessidade de acompanhamento permanente. Assim, embora um terremoto devastador seja considerado menos provável no país, a ocorrência de sismos não pode ser descartada.

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