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Brasileiro é vítima de golpe ao comprar sete iPhones no Paraguai

Duas caixas continham pedras e papelão; barqueiro suspeito foi preso na fronteira

17 de Setembro de 2025
Foto: Divulgação

Um comerciante brasileiro denunciou ter sido vítima de fraude após comprar sete iPhones 16 Pro Max em Ciudad del Este, no Paraguai, e receber duas caixas cheias de pedras e papelão. O caso ocorreu em 11 de setembro, na fronteira com Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, e gerou prejuízo estimado em mais de R$ 12 mil.

De acordo com a vítima, que mora em Curitiba, cada aparelho custou R$ 6,2 mil. Para trazer os produtos ao Brasil, ele contratou um barqueiro da região, pagando R$ 25 por unidade transportada. Os celulares foram entregues ao barqueiro dentro de um saco preto, mas o comprador não conferiu as mercadorias no momento da travessia.

“Entreguei os sete aparelhos para o barqueiro. Como eles passam em um saco preto e eu tinha horário para ir embora, não olhei. No outro dia, quando abri as caixas, vi que duas estavam cheias de pedras e papelão”, contou o comerciante, que preferiu não se identificar.

Após perceber o golpe, a vítima acionou a polícia e retornou ao ponto onde o barqueiro trabalhava. O suspeito, de 44 anos, foi localizado e conduzido à delegacia do Departamento de Segurança Turística (Desetur), no Paraguai, onde responderá pelos crimes de apropriação indébita e fraude.

As autoridades paraguaias informaram que os números de identificação dos iPhones (IMEI) foram repassados à polícia, que tentará rastrear os aparelhos desaparecidos. O caso segue em investigação para apurar se há outras pessoas envolvidas.

Além da fraude, a ocorrência trouxe à tona outro crime: o descaminho. Mesmo sendo vítima do golpe, o comerciante também infringiu a lei ao tentar trazer mercadorias ao Brasil sem pagar os impostos devidos, prática tipificada no artigo 334 do Código Penal Brasileiro.

O descaminho ocorre quando produtos de comércio legal entram no país em valor acima da cota de isenção, atualmente de US$ 500, sem a devida tributação. A pena pode variar de um a quatro anos de reclusão, além de multa, e as mercadorias podem ser apreendidas e revertidas para a União.

Diferente do contrabando, que envolve mercadorias proibidas, o descaminho trata de itens que poderiam ser comercializados legalmente, como celulares. O caso serve de alerta para comerciantes e consumidores sobre os riscos de negociações informais, especialmente em áreas de fronteira, onde golpes e fraudes são mais frequentes.

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