Brasil

Brasileiros enfrentam falhas e filas para emitir nova identidade nacional

CIN será exigida para benefícios sociais, mas emissão segue abaixo do previsto.

26 de Julho de 2025
Foto: Reprodução / Internet

A emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN), que substitui o antigo RG e usa o CPF como número único, enfrenta dificuldades em diversos estados. Embora a meta do governo seja atingir 130 milhões de pessoas até 2026, apenas 30 milhões de documentos foram emitidos desde janeiro de 2023.

Relatos de falhas nos sites, falta de vagas e desorganização nos postos são comuns. No Rio de Janeiro, a professora Priscila Vieira tenta há 15 dias agendar o documento para familiares, sem sucesso.

“Passei até no posto, estava vazio, mas o sistema não deixa agendar”, afirmou.

Outra moradora, Kellen Christine, conseguiu agendar, mas encontrou filas desorganizadas e falta de atendimento.

“Os funcionários estavam perdidos e muita gente voltou sem ser atendida”, relatou.

Em Acre, Amazonas e Tocantins, os sites apresentam erros técnicos, impedindo o agendamento.

A CIN será obrigatória para acessar benefícios sociais, como o Bolsa Família, e passa a integrar o sistema do governo para reduzir fraudes e duplicidade de registros. Segundo o Ministério da Gestão, o uso exclusivo do CPF deve facilitar políticas públicas.

Apesar dos avanços, fraudes continuam acontecendo. O advogado Gabriel de Britto alerta que a CIN, sozinha, não impede golpes, já que os criminosos têm acesso a dados sensíveis pela internet.

“O número do RG nunca foi o vilão. O risco está no ambiente digital”, disse.

Ele recomenda cuidados como não clicar em links suspeitos, evitar redes públicas de Wi-Fi e não compartilhar dados pessoais por mensagens ou ligações.

O Detran-RJ informou que ampliou o número de vagas, oferece atendimento aos sábados e disponibilizou agendamento pelo aplicativo RJ Digital. O Tocantins estuda abrir novas unidades. Acre e Amazonas não se pronunciaram.

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