A situação se agrava durante chuvas intensas, quando a visibilidade reduzida torna os buracos ainda mais perigosos
A má conservação do asfalto é um dos principais desafios para a segurança no trânsito brasileiro. De acordo com a Confederação Nacional do Transporte (CNT), 66% das rodovias do país apresentam falhas na pavimentação, elevando o risco de acidentes e prejuízos para os motoristas.
Entre 2022 e 2024, cerca de 40% dos serviços realizados em oficinas mecânicas tiveram como causa danos provocados por buracos nas estradas. Juliano Caretta, supervisor de treinamento técnico da DRiV, alerta que impactos nessas condições podem comprometer pneus, rodas, suspensão, direção e até o sistema de escape dos veículos.
"Na batalha entre carros e buracos, infelizmente estes últimos levam vantagem. O impacto pode gerar não só prejuízos financeiros, mas também riscos à segurança dos motoristas", afirma Caretta. Para reduzir os danos, ele recomenda manter a manutenção em dia, verificando regularmente amortecedores, pneus e componentes da direção.
A situação se agrava durante chuvas intensas, quando a visibilidade reduzida torna os buracos ainda mais perigosos. Nessas condições, os especialistas aconselham reduzir a velocidade e evitar frenagens bruscas ao passar por crateras, para não comprometer a avaliação do impacto pela suspensão.
Após um choque severo contra um buraco, sinais de perda de estabilidade, volante desalinhado, trepidações e ruídos anormais podem indicar danos estruturais. Caso esses sintomas sejam aplicados, é aconselhável procurar um escritório para avaliação e evitar que pequenos problemas se agravem.
Enquanto os motoristas tentam minimizar os riscos financeiros e de segurança, a precariedade da infraestrutura segue como um desafio para as autoridades. Investimentos em manutenção e melhoria das rodovias são fundamentais para reduzir acidentes e prejuízos no trânsito brasileiro.