Ação gratuita segue até sexta-feira (28) e busca ampliar banco genético para ajudar na identificação de pessoas desaparecidas.
Familiares de pessoas desaparecidas no Amazonas podem participar, até sexta-feira (28), de uma campanha nacional de coleta gratuita de DNA. Em Manaus, o atendimento ocorre no Laboratório de Biologia e Genética Forense (LBGF), localizado na Avenida Noel Nutels, nº 300, bairro Cidade Nova, Zona Norte. A iniciativa busca ampliar o banco nacional de perfis genéticos e aumentar as possibilidades de identificação de pessoas desaparecidas.
A coleta é recomendada principalmente para casos em que o desaparecimento ocorreu há mais de 30 dias, mas situações antigas também podem participar, desde que exista registro da ocorrência. O material genético obtido é inserido em uma base nacional e comparado com perfis de pessoas encontradas vivas sem identificação e de restos mortais ainda não identificados.
Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, 585 pessoas estão atualmente registradas como desaparecidas no Amazonas. Desse total, 341 são homens e 244 são mulheres. Em relação à idade, 395 têm mais de 18 anos e 190 estão na faixa entre 0 e 17 anos.
Dados da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) mostram que o Laboratório de Biologia e Genética Forense possui 1.558 registros relacionados a pessoas não identificadas. Além disso, 555 familiares já tiveram os perfis genéticos cadastrados. O cruzamento das informações possibilitou a identificação de 16 pessoas no estado.
A orientação é que participem preferencialmente parentes de primeiro grau da pessoa desaparecida, como pai, mãe, filhos e irmãos biológicos. Para realizar a coleta, o familiar deve apresentar documento de identificação e informações do boletim de ocorrência, incluindo o número do registro, o estado onde foi feito e a delegacia responsável pelo caso.
O procedimento é gratuito e indolor. Caso seja identificada compatibilidade entre o DNA fornecido pelo familiar e algum perfil existente no banco nacional, a instituição responsável pela investigação entra em contato com o doador.
A mobilização é coordenada pelo governo federal em parceria com as secretarias estaduais de Segurança Pública. A expectativa é que o aumento do número de perfis disponíveis permita avançar em investigações antigas e recentes, oferecendo novas possibilidades de identificação para famílias que continuam em busca de parentes desaparecidos.