Cinema

Casamento Sangrento 2 - A Viúva, dobra as apostas e entrega mais e melhores cenas de terror e entretenimento gore

Sobrevivente da primeira caçada, agora Grace Le Domas luta por si mesma e pela vida da irmã em uma conspiração de dominação mundial

Por: Emerson Medina
19 de Marco de 2026

Como vimos no episódio anterior, Grace Le Domas (Samara Wheaving em grande performance) conseguiu sobreviver à caçada da família de seu noivo, mas seus problemas estão longe de acabar e como diz um ditado popular, “não há nada que não possa piorar”. Mas no caso de ‘Casamento Sangrento 2 – A Viúva’ (2026, direção:Tyler Gillett, Matt Bettinelli-Olpin), o terror, a ação violenta, os diálogos ácidos e a adrenalina só melhoram.

A convite da Disney e Twenty Century Stúdios/Searchlight Pictures, vi em primeira mão o longa de terror e suspense, mais uma vez na parceria do Filmes Gourmet com o portal AMZ em Pauta. E a experiência foi satisfatória nessa segunda parte com potencial de ser uma franquia.

Agora as apostas dobraram. Grace não luta apenas contra uma família, mas várias, que integram uma corporação de dominação mundial e, além de tentar preservar sua vida, tem que cuidar da irmã caçula, Faith (Kathryn Newton, magnética e roubando todas as cenas).

A direção do longa alterna momentos de adrenalina com cenas de diálogos que ajudam a explicar a trama (e as regras da nova caçada) assim como desenvolver as personagens. Essa parte conspiracionista da história é bem pesada e a atmosfera sombria.

Os novos caçadores são um grupo multicultural e bem construído, com destaque para os irmãos Danforth, interpretados por Shawn Hatosy e a eterna Bufy, Sarah Michele Gear em um papel de vilã. Além de Sarah, outra surpresa agradável é Elijah Wood que faz uma espécie de mestre de RPG validando o que os ‘jogadores’ podem ou não fazer.  E para fechar as surpresas do elenco, temos o monstro dos filmes de terror, David Cronenberg (A Mosca, Crash – Estranhos Prazeres, Videodrome, Scanners) fazendo uma participação especial como o patriarca do clã Danforth.

A cenografia é bastante eficiente em exibir luxo e ostentação de famílias poderosas sempre sedentas de mais poder. E ela brilha mais ainda na sequência final com um desenho de produção investindo no gótico, assim como faz o figurino, principalmente no caso da noiva-viúva Grace. A trilha sonora aposta em hits dos anos 1980 como “Total Eclipse Of The Heart”, de Bonnie Tyler.  

O cinema, mesmo o de horror, muitas vezes funciona como uma experiência escapista. Você vivencia a narrativa, como alguém que embarcou no túnel do terror de um parque de diversões, para depois sair da sala escura aliviado, entendendo que aquilo tudo era um roteiro para ‘fugir’ por algum momento do ‘mundo real’. Entretanto, em tempos de relatórios Epstein e das investigações sobre safari de humanos durante a Guerra da Bósnia, o escapismo tende a ficar meio de lado e dá lugar aquela incômoda sensação de que “não há nada que não possa piorar”.

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