Tecnologia reduz custos, acelera obras e promete mais sustentabilidade para o setor.
A impressão 3D está ganhando espaço como uma possível revolução na construção civil, oferecendo soluções mais baratas, rápidas e sustentáveis. Em um setor responsável por 34% das emissões globais de CO2, segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), o uso dessa tecnologia pode representar um avanço importante para reduzir o impacto ambiental das obras.
Nos Estados Unidos, iniciativas já colocam a técnica em prática, com projetos voltados para a população de baixa renda. As casas, geralmente compactas, contam com cerca de 60 m² e chegam a ter dois andares, sendo construídas em prazos muito menores que os da construção convencional.
No Brasil, embora a prática ainda esteja em fase inicial, o número de projetos cresce. A primeira casa impressa em 3D no país foi concluída em julho de 2020, em Maracaíba (RN), como parte de um trabalho de graduação da Universidade Potiguar. O imóvel, de 66 m², foi produzido pela startup universitária InovaHouse3D, em parceria com a 3D Home Construction.
A tendência vem se expandindo com o investimento de construtoras nacionais em equipamentos e materiais específicos para impressão de casas, que podem ficar prontas em poucos dias. Um exemplo recente é o da Printek 3D, de Caxias do Sul (RS), que utilizou uma impressora de grande porte para erguer uma residência de 80 m². Com a popularização da tecnologia, especialistas acreditam que as casas impressas em 3D podem, em breve, deixar de ser novidade para se tornarem parte do dia a dia no mercado imobiliário.