Família afirma que prescrição hospitalar indicou adrenalina pura na veia, em quantidade acima do protocolo.
A família do menino Benício afirma que uma dose elevada de adrenalina foi aplicada durante atendimento em um hospital de Manaus. A prescrição chamou atenção pela quantidade do medicamento e pela forma de uso, diferente do protocolo para o quadro apresentado.
Um mês antes, o garoto havia sido atendido na mesma unidade. Os sintomas eram semelhantes. Naquele momento, a inalação com adrenalina foi suficiente e trouxe melhora rápida. A mãe acreditava que o tratamento seria repetido.
Segundo pediatras, a adrenalina por inalação é indicada em situações leves. Já a versão injetável é usada exclusivamente em emergências, como paradas cardiorrespiratórias. Nessas situações, as doses são pequenas e aplicadas de forma lenta, sob supervisão intensiva.
No receituário, a médica indicou adrenalina pura, sem diluição, aplicada diretamente na veia. A prescrição previa três administrações, somando 9 miligramas. O caso é analisado pela polícia, pelo Conselho Regional de Medicina e pelo Conselho de Farmácia. A família já formalizou denúncia e aguarda responsabilização.