Ex-companheiro Jairinho foi condenado a 44 anos de prisão, enquanto defesa e acusação anunciam recursos contra decisão.
Monique Medeiros deixou, na última quinta-feira (4), a penitenciária Talavera Bruce, no Complexo de Gericinó, na zona oeste do Rio de Janeiro, após receber perdão judicial no processo sobre a morte do filho Henry Borel. O alvará de soltura chegou à Secretaria de Polícia Penal durante a tarde.
A saída ocorreu poucas horas depois da decisão judicial. Monique deixou a unidade prisional acompanhada do irmão e não conversou com a imprensa no local.
O julgamento do caso durou 11 dias e ouviu 22 testemunhas. Durante o júri popular, a responsabilização de Monique por homicídio intencional foi substituída por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
Por decisão da juíza Elizabeth Machado Louro, Monique foi sentenciada a 1 ano e 4 meses de prisão pela condenação por omissão no crime de tortura contra o menino. Como ela já havia cumprido esse período durante a prisão preventiva, acabou sendo liberada.
O ex-companheiro de Monique, o ex-vereador Jairinho, teve decisão diferente no julgamento. Ele foi considerado culpado pela morte do enteado e condenado a 44 anos de prisão.
A defesa de Jairinho e a assistência de acusação, que representa o pai de Henry, informaram que pretendem pedir a anulação do júri que concedeu perdão judicial a Monique. O Ministério Público do Rio de Janeiro também deve recorrer da sentença aplicada à mãe da criança.
Os advogados de Monique, por sua vez, sustentaram que ela não praticou agressões contra Henry e afirmaram que o maior erro da cliente foi não ter percebido, a tempo, a violência sofrida por ela e pelo filho.