Saúde

Casos de esporotricose seguem em alta no Amazonas, aponta novo informe da FVS-RCP

Mais de 1.500 casos de esporotricose animal foram confirmados entre janeiro e abril de 2025, com a maioria dos registros concentrados em gatos.

29 de Abril de 2025
Foto: Jaqueline Macedo / FVS-RCP

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), vinculada à Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), divulgou nesta terça-feira (29/04) o mais recente informe epidemiológico sobre a esporotricose em humanos e animais. O documento está disponível no site oficial da FVS-RCP (www.fvs.am.gov.br) e apresenta os dados registrados entre janeiro e abril deste ano. 

Um dos destaques do levantamento é o número de casos de esporotricose animal registrados no estado. Ao todo, foram notificados 1.649 casos, dos quais 1.549 foram confirmados. A maioria envolve gatos (97,2%), com os cães representando uma parcela menor (2,8%). Desse total, 859 animais seguem em tratamento, enquanto 670 foram a óbito ou passaram por eutanásia. A maioria dos animais afetados é do sexo masculino (67,2%). 

Situação entre humanos 

No mesmo período, foram registrados 553 casos de esporotricose humana, com 456 confirmações e 44 ainda em investigação. Não houve registro de óbitos relacionados à infecção. A capital, Manaus, concentra a maior parte dos casos (433), mas também foram identificadas ocorrências em municípios como Presidente Figueiredo, Careiro, Maués, entre outros. 

Sobre a doença 

A esporotricose é uma infecção subcutânea causada por fungos do gênero Sporothrix, encontrados naturalmente no solo, em cascas de árvores e na vegetação em decomposição. A doença pode afetar tanto humanos quanto animais, como gatos, cães e outros mamíferos. 

A infecção em humanos geralmente ocorre quando há contato direto com o fungo por meio de ferimentos com materiais contaminados, como espinhos ou lascas de madeira. Já nos animais, o contágio pode acontecer pelo ambiente ou pelo contato com outros infectados. 

Gatos infectados, por exemplo, podem transmitir o fungo por meio de arranhões, mordidas ou contato com secreções das lesões. Por isso, é recomendado evitar que cães e gatos circulem sozinhos nas ruas. Em caso de suspeita da doença, a orientação é procurar atendimento veterinário ou médico para os cuidados adequados. 

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