A celebração é parte das festividades do Dia dos Mortos, quando os mexicanos homenageiam entes queridos falecidos e celebram a continuidade da vida.
As ruas da Cidade do México encheram-se de cor e alegria na noite do último domingo (27), com centenas de esqueletos enfeitados e vestidos tradicionais desfilando pela principal avenida da capital. A celebração é parte das festividades do Dia dos Mortos, quando os mexicanos homenageiam entes queridos falecidos e celebram a continuidade da vida. Muitos participantes pintaram o rosto e vestiram-se como "La Catrina", esqueleto feminino icónico nas celebrações, que representa a irreverência diante da morte e a aceitação do ciclo natural da vida.
"La Catrina" foi criada pelo artista e ilustrador mexicano José Guadalupe Posada, que viveu entre 1852 e 1913, e se tornou símbolo de resistência cultural e humor na sociedade mexicana. A personagem foi criada como uma crítica à alta sociedade da época, mas hoje ela simboliza a fusão entre a cultura mexicana e a visão de celebração e respeito à morte. Durante o desfile, flores coloridas, velas e trajes vibrantes deram vida à figura icónica, reforçando o caráter festivo e cultural do evento.
O Dia dos Mortos, que se celebra oficialmente em 2 de novembro, combina tradições indígenas e influências espanholas e é uma das festividades mais importantes do México. Os eventos incluem altares nas casas e cemitérios decorados com flores, comida e fotografias, além do desfile que já se tornou um marco na Cidade do México. Essas práticas reforçam a conexão dos mexicanos com os seus antepassados e o respeito à memória dos que partiram.
O desfile em honra ao Dia dos Mortos é apenas um dos muitos eventos realizados na capital mexicana. Esta tradição pré-hispânica, que exalta a continuidade da vida e a importância de manter viva a memória dos mortos, atrai tanto moradores quanto turistas. A cada ano, o evento ganha mais popularidade e se reafirma como uma celebração essencial da cultura e da identidade mexicana.