Ao todo, são 85.940 famílias atingidas pelos impactos da subida dos rios, que seguem com níveis elevados em todas as nove calhas fluviais do Amazonas
A Defesa Civil do Amazonas divulgou, nesta sexta-feira (30), um novo boletim informando que a cheia dos rios já afetou diretamente cerca de 343.748 pessoas no estado. Ao todo, são 85.940 famílias atingidas pelos impactos da subida dos rios, que seguem com níveis elevados em todas as nove calhas fluviais do Amazonas. Os picos da cheia variam de março a julho, conforme as regiões.
Dos 62 municípios amazonenses, 29 estão oficialmente em Situação de Emergência, segundo decretos municipais. Outros 28 municípios estão em estado de Alerta, três em Atenção e apenas dois permanecem em condição de normalidade. O cenário tem mobilizado ações emergenciais por parte do Governo do Estado.
Até o momento, o governo estadual já distribuiu 250 toneladas de cestas básicas, 600 caixas d’água de 500 litros, além de 57 mil copos de água potável, fornecidos pela Companhia de Saneamento do Amazonas (Cosama). Dez kits purificadores do programa Água Boa também foram enviados a seis municípios, incluindo Manicoré e Apuí.
Na área da saúde, a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) repassou 72 kits de medicamentos para sete municípios, beneficiando mais de 35 mil moradores. As ações visam reforçar o atendimento básico e evitar o agravamento de doenças comuns durante o período de cheia.
Entre as iniciativas de infraestrutura, a SES-AM entregou à prefeitura de Manicoré uma nova usina de oxigênio com capacidade de produção de 30 metros cúbicos por hora, substituindo o antigo equipamento, que operava com capacidade de 12 metros cúbicos.
Já no município de Apuí, foram enviados seis cilindros de oxigênio como reserva de segurança, além de medicamentos e insumos hospitalares. A medida busca garantir suporte à população diante do crescimento das demandas médicas causadas pelos efeitos da cheia.
A Operação Cheia 2025, lançada em 16 de abril pelo governador Wilson Lima, tem direcionado esforços para atender inicialmente os municípios da calha do rio Madeira. O monitoramento da situação segue ininterrupto, sendo realizado pelo Centro de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil, que acompanha os níveis dos rios ao longo de todo o ano.