Autoridades alertam para novos deslizamentos e risco de transbordamento de rios.
As chuvas de monções no noroeste do Paquistão seguem provocando destruição e mortes. Segundo a Autoridade Nacional de Gestão de Desastres (NDMA), pelo menos 798 pessoas morreram desde o início das enchentes. Somente entre sábado (23) e o meio-dia de domingo (24), foram registradas mais dez mortes e 56 feridos na província de Khyber Pakhtunkhwa (KP), a mais afetada.
No total, a região montanhosa de KP concentra 408 das mortes, mas o desastre atinge todas as províncias do país. O Departamento Meteorológico do Paquistão (PMD) emitiu alerta para chuvas fortes e novos deslizamentos de terra ainda nesta segunda-feira (25), enquanto a Divisão de Previsão de Inundações (FFD) prevê níveis elevados nos rios Chenab e Indo nas próximas 24 horas.
Outro ponto crítico é o Rio Sutlej, que já apresenta níveis de inundação elevados na área da barragem de Ganda Singh Wala e pode ser afetado por vazões de reservatórios indianos.
Deslizamento cria lago de risco em Gilgit-Baltistan
Na sexta-feira (22), um deslizamento de terras bloqueou o Rio Ghizer, em Gilgit-Baltistan, formando um lago de sete quilômetros de extensão. O acúmulo funciona como uma barragem natural e, segundo a NDMA, representa um risco de ruptura que pode causar inundações catastróficas. Até o momento, não há registro de danos causados pelo lago.
Perspectivas e histórico
As chuvas devem continuar até 10 de setembro, segundo as autoridades meteorológicas. O Paquistão é considerado um dos países mais vulneráveis a eventos climáticos extremos. Em 2022, enchentes semelhantes deixaram 1.700 mortos e devastaram extensas áreas do território.