Medida segue até 21 de julho e prevê riscos de inundações e ondas altas.
O governo do Chile declarou estado de emergência em dez das 16 regiões administrativas do país devido à chegada de um sistema frontal com previsão de chuvas intensas e mar agitado. A medida foi anunciada na segunda-feira (13) e permanecerá em vigor até 21 de julho. Órgãos públicos foram mobilizados para atender a população e reduzir possíveis impactos.
Nesta quarta-feira (15), as regiões Metropolitana, de Coquimbo e Valparaíso entraram em estado de alarme, nível mais grave de alerta meteorológico. Segundo a Direção Meteorológica do Chile, há possibilidade de fenômenos de severidade extrema, com risco elevado de danos materiais e ameaça à vida.
O presidente José Antonio Kast coordenou as ações preventivas com representantes regionais e acompanhou trabalhos para evitar inundações e transbordamentos. “Nada é mais importante do que o autocuidado. Devemos reiterar a todos que não devem aventurar-se em zonas montanhosas onde a sua segurança física possa estar em risco, que não devem aproximar-se da costa se houver previsão de ondas altas, que nos ajudem a limpar os cursos de água perto das suas casas, que verifiquem o estado de saúde daqueles que se encontram isolados e que se certifiquem de que mesmo essas pessoas tenham um kit básico de emergência pronto.”
O ministro do Interior e da Secretaria-Geral do Governo, Claudio Alvarado, também orientou a população a adotar medidas de segurança. “como Governo, estamos agindo com grande responsabilidade e seriedade para fornecer alertas oportunos sobre as possíveis consequências dos sistemas frontais que afetarão o país nos próximos dias”, disse.
A mobilização integra o Plano de Inverno 2026 do Ministério de Obras Públicas. O programa prevê investimento de US$ 468 milhões em conservação, limpeza de rios e bueiros, remoção de neve, monitoramento de infraestrutura e resposta a eventos climáticos.