Economia

China zera tarifas para 53 países africanos e amplia influência no continente

A única exceção ao pacote de isenções é Eswatini, que permanece como o único país africano a reconhecer oficialmente Taiwan como uma nação independente — uma posição que contraria a política de “Uma Só China” defendida por Beijing.

23 de Junho de 2025
Foto: Reprodução

Em uma nova ofensiva geopolítica e comercial, a China anunciou a eliminação total das tarifas de importação para produtos vindos de 53 países africanos com os quais mantém relações diplomáticas. A medida, revelada durante um encontro do Fórum de Cooperação China-África (FOCAC), reforça a posição de Beijing como principal parceiro comercial da África e intensifica a pressão sobre os Estados Unidos na disputa por influência global.

A única exceção ao pacote de isenções é Eswatini, que permanece como o único país africano a reconhecer oficialmente Taiwan como uma nação independente — uma posição que contraria a política de “Uma Só China” defendida por Beijing.

Em uma carta lida no evento, o presidente Xi Jinping afirmou que a iniciativa visa “fornecer mais conveniência para que os países menos desenvolvidos da África exportem para a China”. Ele também se comprometeu a facilitar o acesso ao mercado chinês com ajustes nos processos alfandegários, sanitários e de inspeção.

A isenção tarifária representa mais um passo na estratégia chinesa de fortalecer laços comerciais e políticos com o continente africano, promovendo investimentos em infraestrutura, energia e tecnologia. Segundo o jornal South China Morning Post, a nova política deve impulsionar ainda mais as exportações africanas para o país asiático, enquanto aprofunda a dependência econômica de muitos desses países em relação à China.

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