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Colômbia soma 224 mortos, enfrenta novos tremores e busca sobreviventes nos escombros

Terremoto de magnitude 7,4 atingiu o país na segunda-feira (10); mais de 20 novos tremores foram registrados enquanto equipes correm contra o tempo para localizar sobreviventes.

Por: Portal Amz em Pauta
11 de Agosto de 2026
Foto: Reprodução

A Colômbia enfrenta um cenário de destruição após o terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o país na última segunda-feira (10). O número de mortos chegou a 224 nesta terça-feira (11), segundo autoridades locais, enquanto equipes de emergência continuam procurando sobreviventes sob os escombros. Centenas de pessoas permanecem desaparecidas e milhares tiveram de deixar suas casas após prédios e outras estruturas desabarem.

As buscas avançaram durante toda a noite com a participação de bombeiros, policiais, militares, voluntários e moradores das regiões atingidas. Escavadeiras são utilizadas para remover grandes blocos de concreto, mas, em determinados locais, os socorristas também trabalham com as próprias mãos. Em uma das operações, uma mulher e seu bebê foram retirados com vida dos escombros com o auxílio da comunidade, segundo informações divulgadas pelo jornal colombiano El Tiempo.

O chefe de busca e resgate da Cruz Vermelha Colombiana em Quindío, Jose Fernando Usma, afirmou que as equipes identificaram ruídos e outros sinais que podem indicar a existência de pessoas vivas em meio às estruturas destruídas. Os profissionais estão avaliando a estabilidade dos imóveis e retirando os destroços cuidadosamente para alcançar vítimas localizadas em áreas mais profundas. “Ainda temos uma janela de tempo significativa. Temos aproximadamente mais 24 horas para manter a esperança de encontrar sobreviventes”, declarou.

Além da devastação inicial, a população permanece em alerta por causa das réplicas. Um novo tremor de magnitude 3,8 foi registrado nesta terça-feira (11), em San José del Palmar. Desde o terremoto principal, mais de 20 abalos já foram identificados. O Serviço Geológico da Colômbia informou que pelo menos 21 réplicas foram registradas e alertou para a possibilidade de novos tremores nos próximos dias.

Segundo a Asocapitales, entidade que representa os principais centros urbanos colombianos, a maior parte das mortes ocorreu nas grandes cidades. Pereira, capital do departamento de Risaralda, aparece entre as áreas mais afetadas, com 72 vítimas fatais. Diversos quarteirões foram transformados em pilhas de concreto e estruturas metálicas. Um vídeo verificado pela Reuters mostrou o aeroporto da cidade tremendo intensamente durante o abalo, enquanto partes do teto caíam e pessoas procuravam abrigo.

A emergência também provocou problemas de segurança. Em Cali, registros de saques levaram o Exército a mobilizar mais de mil militares para as ruas com o objetivo de evitar roubos e furtos. Em Chocó, região rural próxima ao epicentro, outras 13 mortes foram confirmadas. Hospitais, edifícios públicos e diferentes estruturas sofreram danos, além de pessoas terem ficado presas sob construções que desabaram.

De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o terremoto ocorreu a aproximadamente 107 quilômetros de profundidade. O Serviço Geológico da Colômbia classificou o episódio como o terremoto mais forte registrado no país neste século. O presidente Abelardo De La Espriella declarou desastre de caráter nacional e afirmou que os esforços serão direcionados principalmente à localização dos desaparecidos. “Vamos concentrar a ação do Estado, de forma articulada, para buscar as pessoas desaparecidas”, declarou.

A Colômbia está localizada no chamado Anel de Fogo do Pacífico, área de intensa atividade sísmica que registra milhares de abalos, geralmente de baixa intensidade. A sismóloga Suzan van der Lee, da Universidade Northwestern, explicou que a magnitude elevada, a localização continental e o movimento lateral da falha podem ter ampliado os impactos mesmo com a grande profundidade do terremoto. A região cafeeira do país já havia enfrentado uma tragédia semelhante em 1999, quando um tremor de magnitude 6,2 matou mais de mil pessoas, principalmente nas regiões de Armênia e Pereira.

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