Ex-presidente recebeu pena de 14 anos por subornos ligados a obras públicas entre 2011 e 2014.
A Justiça peruana condenou o ex-presidente Martín Vizcarra a 14 anos de prisão por corrupção. O tribunal concluiu que, enquanto governava a região de Moquegua, ele recebeu mais de 600 mil dólares em subornos de empreiteiras envolvidas em contratos de infraestrutura.
A decisão aponta que as empresas favorecidas venceram licitações de obras públicas após o pagamento de vantagens ilícitas. O esquema operou por pelo menos três anos e envolveu direcionamento de contratos e fraude em processos administrativos.
Com a sentença, Vizcarra se soma à lista de ex-líderes peruanos investigados ou presos. Alejandro Toledo e Ollanta Humala cumprem pena por corrupção, enquanto Pedro Castillo está detido por rebelião após tentar dissolver o Congresso.
A condenação reforça o cenário de instabilidade que domina o país desde 2018. Nesse período, seis presidentes passaram pelo cargo em meio a disputas institucionais, escândalos sucessivos e desgaste da confiança nas instituições públicas.