Documento cita acordo bilionário e questiona gestão e transparência do clube.
Sócios e conselheiros do Corinthians protocolaram um pedido de impeachment contra o presidente Osmar Stabile no Conselho Deliberativo do clube. O requerimento solicita o afastamento imediato do dirigente e aponta supostas violações ao Estatuto Social e à legislação vigente, com base em decisões administrativas recentes.
O principal ponto do documento envolve o acordo firmado entre o Corinthians e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para regularização de uma dívida estimada em R$ 1,2 bilhão. Segundo o texto, a diretoria utilizou o Parque São Jorge como garantia no processo, sendo que o conjunto de imóveis da sede social está avaliado em R$ 602,2 milhões. O acordo prevê pagamentos em até 120 parcelas para débitos não previdenciários e 60 para previdenciários, com expectativa de quitação em cerca de dez anos.
Ainda de acordo com o pedido, a dívida incluía R$ 1 bilhão em débitos não previdenciários, R$ 200 milhões em previdenciários e R$ 15 milhões relacionados ao FGTS. O clube teria obtido desconto de 46,6% sobre juros, multas e encargos, reduzindo o valor final para R$ 679 milhões. O grupo alega que a operação pode ter sido realizada sem o cumprimento das exigências estatutárias e aponta possível desoneração patrimonial.
O documento também levanta questionamentos sobre a transparência da atual gestão, citando o descumprimento de requerimentos administrativos ligados à manutenção da Neo Química Arena, à distribuição de ingressos e credenciais e à contratação de empresa de segurança armada. Além disso, menciona declaração do próprio presidente sobre a existência de funcionários fantasmas no clube, cobrando apuração e responsabilização.
O pedido agora será analisado pelo Conselho Deliberativo do Corinthians, que deverá avaliar os argumentos apresentados e decidir sobre a abertura do processo. O caso pode gerar desdobramentos políticos e administrativos dentro do clube nos próximos dias.