Economia

Conta de luz terá bandeira vermelha em junho

Aneel anuncia custo extra de R$ 4,463 a cada 100 quilowatts-hora consumidos.

31 de Maio de 2025
Foto: Marcelo Casal Jr / Agencia Brasil

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou na última sexta-feira (30) que a bandeira tarifária das contas de energia passará para vermelha, no patamar 1, no mês de junho. Com a mudança, os consumidores terão um custo extra de R$ 4,463 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

O motivo, segundo a Aneel, está relacionado às condições hidrológicas desfavoráveis em todo o país, que exigem o acionamento de fontes de energia mais caras, como as usinas termelétricas.

"Diante do cenário de afluências abaixo da média em todo o país indicado pelo Operador Nacional do Sistema (ONS), projeta-se uma redução da geração hidrelétrica em relação ao mês anterior, com um aumento nos custos de geração devido à necessidade de acionamento de fontes de energia mais onerosas, como as usinas termoelétricas", esclarece a Aneel.

No mês de maio, a Aneel já havia adotado a bandeira amarela, devido à transição do período chuvoso para o período seco e às previsões de chuvas e vazões abaixo da média nas regiões dos reservatórios.

“Com o fim do período chuvoso, a previsão de geração de energia proveniente de hidrelétrica piorou, o que nos próximos meses poderá demandar maior acionamento de usinas termelétricas, que possuem energia mais cara”, explicou a Aneel.

A bandeira tarifária estava verde desde dezembro de 2024, em função das condições favoráveis para geração de energia no país. A mudança agora reflete a piora nos cenários hídricos e o consequente aumento dos custos de geração.

Entenda como funcionam as bandeiras tarifárias

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado pela Aneel em 2015 para refletir os custos variáveis da geração de energia elétrica no Brasil. As bandeiras são um sinal para o consumidor sobre o custo da geração no Sistema Interligado Nacional (SIN) e ajudam a entender por que a conta de luz pode variar, mesmo sem aumento nas tarifas base.

Quando a bandeira está verde, não há nenhum acréscimo na conta. Já nas bandeiras amarela e vermelha, há cobrança de valores adicionais a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

Na bandeira amarela, o custo extra é de R$ 1,885 a cada 100 kWh. Na bandeira vermelha patamar 1, que entra em vigor em junho, o acréscimo será de R$ 4,463. Caso a situação se agrave e a bandeira atinja o patamar 2, o custo extra sobe para R$ 7,877 por cada 100 kWh.

A recomendação da Aneel é que os consumidores façam uso consciente da energia, especialmente durante períodos de bandeira tarifária amarela ou vermelha, quando os custos de geração estão mais altos.

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