Documento final amplia metas de adaptação, mas deixa decisões críticas para 2026
A COP30 terminou em Belém no último sábado (22) com avanços importantes na agenda climática, apesar de impasses que marcaram as últimas horas de negociação. O documento final reforçou metas de adaptação, ampliou compromissos de financiamento e consolidou diretrizes de proteção à Amazônia. No entanto, a falta de acordo sobre combustíveis fósseis frustrou países que defendiam metas mais rígidas para eliminação gradual do petróleo, gás e carvão.
O texto aprovado estabelece novos parâmetros para investimentos em resiliência climática, incluindo recursos para comunidades vulneráveis e apoio técnico a países com menor capacidade de adaptação. Também houve consenso na revisão das metas nacionais de redução de emissões, que deverão ser apresentadas de forma mais detalhada e transparente antes da próxima etapa das negociações internacionais.
Entre os avanços, delegações destacaram o fortalecimento do Fundo de Perdas e Danos, que receberá novas contribuições até o fim de 2025. Representantes do Brasil ressaltaram a relevância da Amazônia nas discussões e defenderam a criação de uma coalizão permanente para proteger florestas tropicais, considerada estratégica para conter o avanço do aquecimento global nas próximas décadas.
Apesar disso, os debates sobre combustíveis fósseis permaneceram travados. Países dependentes da produção de petróleo resistiram a incluir no texto compromissos de eliminação ou redução acelerada dessas fontes de energia. Por causa do impasse, o tema foi adiado para 2026, quando novas metas deverão ser avaliadas com base em relatórios científicos atualizados.
Com o encerramento da COP30, as expectativas agora se concentram na implementação dos acordos e na capacidade dos países de cumprir as promessas anunciadas. Especialistas avaliam que o próximo ciclo de negociações será decisivo para definir limites reais para o uso de combustíveis fósseis e consolidar o financiamento climático global.