Esportes

Copa da Floresta premia campeões com R$ 95 mil e árbitros Fifa em campo

Competição amadora supera o Campeonato Amazonense em estrutura, logística e valorização dos atletas

28 de Outubro de 2025
Foto: Divulgação

O futebol amazonense viveu, neste fim de semana, uma cena curiosa e reveladora. Enquanto o Campeonato Amazonense profissional oferece apenas troféus e medalhas aos finalistas, a Copa da Floresta, torneio amador organizado pela mesma Federação Amazonense de Futebol (FAF), premiou seus campeões com R$ 95 mil em dinheiro, estrutura completa e arbitragem Fifa. A final, disputada em São Sebastião do Uatumã, teve Anderson Daronco como juiz principal.

O contraste reacendeu o debate sobre a valorização do futebol local. No Barezão, o campeão recebe apenas o troféu e 50 medalhas destinadas à equipe e comissão técnica, enquanto o vice também ganha o mesmo número de medalhas, sem qualquer recompensa financeira. O único benefício prático é esportivo: a vaga nas competições nacionais, como a Copa do Brasil, a Copa Verde e a Série D do Campeonato Brasileiro.

Já a Copa da Floresta, criada para fortalecer o futebol do interior, investe em estrutura e prêmios desde 2023. Nesta edição, o Fonte Boa foi campeão após vencer nos pênaltis (5 a 4) a seleção de São Sebastião do Uatumã, que ficou com o vice e o prêmio de R$ 30 mil. A FAF ainda garantiu hospedagem, transporte, alimentação e logística para as delegações.

Segundo a organização, cada equipe visitante teve direito a 25 hospedagens custeadas e transporte para até 15 integrantes por partida. A federação também bancou as taxas de arbitragem e trouxe árbitros renomados, como Edina Alves e Daronco, que apitaram as decisões de 2024 e 2025, respectivamente.

Além da estrutura, o torneio contou com apoio de embarcações para transportar árbitros, jornalistas e convidados até os locais de disputa. A ideia, segundo dirigentes da FAF, é fomentar o esporte amador como instrumento de inclusão social e fortalecer as comunidades do interior.

Desde sua recriação, a Copa da Floresta tem se destacado como exemplo de valorização do futebol de base e amador no Norte do país. A FAF foi procurada para explicar a diferença de tratamento entre as duas competições, mas não se pronunciou até o fechamento da matéria.

Em outros estados, a disparidade entre torneios profissionais e amadores também é evidente, mas com maior valorização financeira das competições estaduais. Em São Paulo, o campeão do Paulistão recebe R$ 5 milhões; no Candangão, o vencedor leva R$ 1,2 milhão; e no Goiano, o prêmio é de R$ 400 mil. No Amazonas, por outro lado, o principal campeonato do estado segue sem premiação em dinheiro.

O caso reacende a discussão sobre o papel da federação no incentivo ao futebol profissional local. Enquanto a Copa da Floresta ganha visibilidade nacional e atrai patrocinadores, o Barezão luta para garantir reconhecimento e condições que reflitam a grandeza do futebol amazonense.

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