Clube afirma que vídeo com canção “Clube da Esquina nº 2” foi homenagem ao artista
O Cruzeiro se manifestou oficialmente no último sábado (3) sobre o processo judicial movido por Milton Nascimento, Lô Borges, Márcio Borges e pela gravadora Sony Music, que alegam uso indevido da canção “Clube da Esquina nº 2” em um vídeo promocional publicado nas redes sociais no anúncio da contratação do atacante Gabriel Barbosa, o Gabigol. O conteúdo foi compartilhado tanto pelo jogador quanto pelo clube celeste, no início de janeiro deste ano.
Segundo informações divulgadas pelo jornalista Nelson Lima Neto, do blog de Ancelmo Gois, no jornal O Globo, os autores da ação afirmam que não houve autorização para o uso da obra musical. A Sony Music pede indenização por danos materiais, enquanto Milton Nascimento e os irmãos Borges solicitam R$ 50 mil cada um por danos morais. O processo foi protocolado na 1ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro.
Em nota, o Cruzeiro afirmou que ainda não foi citado oficialmente no processo e que, por isso, desconhece o teor completo da ação. O clube também reconheceu ter recebido, há cerca de seis meses, uma notificação extrajudicial sobre o suposto uso indevido da música no vídeo de anúncio de Gabigol.
O Cruzeiro alegou que não cometeu violação de direitos autorais, uma vez que o vídeo em questão foi publicado originalmente na conta pessoal do jogador e, posteriormente, compartilhado em formato de colaboração (collab) pela conta oficial do clube. Segundo o comunicado, a trilha sonora foi selecionada diretamente da galeria musical do Instagram, que já disponibiliza os devidos créditos aos autores da obra.
“O clube apenas compartilhou, em formato collab, o vídeo postado pelo atleta, que continha fundo musical extraído da galeria musical do Instagram, com referência clara aos criadores ao longo de toda a exibição”, declarou o Cruzeiro na nota oficial.
O clube também frisou que a publicação teve caráter editorial e serviu como homenagem ao cantor Milton Nascimento, torcedor declarado da Raposa. De acordo com o comunicado, não houve edição adicional ou intenção de explorar comercialmente a obra musical.
Ainda segundo o blog de O Globo, a Sony Music é responsável pelos direitos fonográficos da música utilizada no vídeo, enquanto os compositores alegam que a utilização da faixa sem prévia autorização fere seus direitos de imagem e autoria, motivando o pedido de indenização.
A repercussão do caso reacende o debate sobre o uso de músicas protegidas por direitos autorais em plataformas digitais e o papel das redes sociais na redistribuição de conteúdo. Até o momento, nem Gabigol nem a Sony Music se pronunciaram publicamente sobre o processo.