Brasil

Cubanos lideram pedidos de refúgio no Brasil em 2025

Solicitações cresceram 10,9% e chegaram ao terceiro maior volume histórico.

Por: Portal Amz em Pauta
22 de Junho de 2026
Foto: Matthias Oben, via Pexels

Cidadãos de Cuba passaram a liderar os pedidos de refúgio no Brasil em 2025, superando os venezuelanos, que ocupavam o topo do ranking havia anos. Ao todo, o país recebeu 75.599 solicitações de pessoas de diferentes nacionalidades, alta de 10,9% em relação a 2024. O levantamento foi divulgado nesta segunda-feira (22), pelo estudo Refúgio em Números 2026, elaborado pelo Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra) em parceria com o Ministério da Justiça.

O volume registrado em 2025 é o terceiro maior da série histórica, atrás apenas dos anos de 2018 e 2019. Segundo o estudo, o crescimento acompanha a retomada dos fluxos migratórios para o Brasil após o período de restrições internacionais causado pela pandemia de Covid-19. "O volume de solicitações verificado para o ano de 2025 deve ser compreendido no contexto de retomada de fluxos em direção ao Brasil já verificado anteriormente para os anos de 2022 (50.355), 2023 (58.628) e 2024 (68.159), após um período de maiores restrições à mobilidade humana internacional em decorrência das ações impostas em virtude da pandemia de Covid-19", diz o estudo.

Os cubanos responderam por 41.919 pedidos de refúgio no ano passado, o equivalente a 55,4% do total. O número representa crescimento de 88,1% em comparação com 2024. A Venezuela apareceu em segundo lugar, com 21.233 solicitações. Na sequência vieram Colômbia, com 1.432 pedidos; Angola, com 1.253; Marrocos, com 888; e Gana, com 792.

Entre os processos decididos pelo Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), 52,4% foram registrados na região Norte. Roraima concentrou o maior volume, com 16.166 solicitações, o equivalente a 32% do total. Em seguida aparecem Amapá, com 6.372 pedidos, e Amazonas, com 2.445. A maioria das solicitações atendidas pelo Conare, 94,7%, foi motivada por violação generalizada de direitos humanos.

O perfil dos solicitantes mostra predominância masculina, com 55,9% dos pedidos feitos por homens, contra 44% por mulheres. A maior parte está na faixa dos 25 aos 40 anos. Entre os cubanos, porém, o levantamento aponta uma diferença: 67,8% dos solicitantes têm mais de 60 anos. No Brasil, o Conare, ligado ao Ministério da Justiça, é o órgão responsável por analisar e decidir os pedidos de refúgio.

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