Iniciativa vai formar 120 mulheres para atuar na orientação sobre direitos, combate à violência de gênero e acesso à Justiça.
A Defensoria Pública do Estado do Amazonas, em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a Fundação Oswaldo Cruz e a Fiotec, lançou no sábado (23), em Manaus, o projeto Defensoras Populares. A iniciativa tem como objetivo formar lideranças femininas para ampliar o acesso à Justiça e fortalecer a rede de proteção às mulheres no estado.
O lançamento aconteceu no Centro Cultural dos Povos da Amazônia, na avenida Silves, Distrito Industrial, com a presença de representantes femininas do Judiciário, Executivo e Legislativo. A proposta foi colocar as mulheres no centro das discussões sobre direitos, cidadania e enfrentamento às violências de gênero.
No Amazonas, 120 alunas foram selecionadas para participar da formação. O projeto é voltado a mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica e busca prepará-las para identificar situações de violência, orientar outras mulheres sobre onde buscar ajuda e aproximar comunidades dos serviços públicos de Justiça.
Segundo a 2ª subdefensora pública geral, Sarah Lobo, a parceria reforça a missão constitucional da Defensoria de atuar na proteção de pessoas em situação de vulnerabilidade. Para ela, o projeto fortalece a voz das mulheres e contribui para a defesa de direitos individuais e coletivos, especialmente em comunidades distantes dos grandes centros urbanos.
A secretária nacional de Acesso à Justiça do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Sheila de Carvalho, destacou que o lançamento no Amazonas tem significado especial diante dos desafios geográficos do estado. De acordo com ela, as participantes serão formadas para atuar como agentes comunitárias de Justiça, defendendo seus direitos e os direitos de suas comunidades.
A diretora-presidente da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, também ressaltou a importância da iniciativa e afirmou que o projeto já demonstra impacto positivo entre as mulheres selecionadas, especialmente pela expectativa de atuação no interior.
O curso será realizado em Manaus, Itacoatiara e Tefé, em formato híbrido, com encontros presenciais e online ao longo de oito meses. A formação abordará temas como acesso à Justiça, enfrentamento à violência contra a mulher, saúde, família, trabalho, questões raciais e participação feminina em espaços de decisão.
Ao longo da formação, as participantes também vão elaborar um Plano de Articulação Comunitária, que vai orientar ações práticas nas comunidades para fortalecer direitos, mobilizar mulheres e ampliar o acesso à Justiça no Amazonas.