Caroline Braz destaca aumento de casos e reforça apoio do Nudem às vítimas
A Defensoria Pública do Estado do Amazonas orienta mulheres sobre como identificar e denunciar casos de violência praticados no meio digital, como ameaças, perseguição, assédio e vazamento de conteúdos íntimos, diante do aumento desses crimes. O alerta ocorre após a aprovação, no Senado, de um projeto de lei que criminaliza a misoginia e a equipara ao crime de racismo.
De acordo com a Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, do DataSenado, cerca de 8,8 milhões de brasileiras sofreram algum tipo de violência digital em 2025, sendo o envio de mensagens ofensivas e ameaçadoras a forma mais comum. A Defensoria destaca que os casos têm crescido e atingem mulheres de diferentes idades.
Segundo a coordenadora do Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher, Caroline Braz, esse tipo de violência tem como objetivo constranger, intimidar e silenciar as vítimas. Ela afirma que houve aumento expressivo nas denúncias e reforça que o núcleo oferece atendimento jurídico, social e psicológico gratuito, com equipe especializada.
Entre os principais tipos de violência digital estão o stalking, caracterizado por perseguição constante; o assédio online, com mensagens abusivas e intimidadoras; e a extorsão sexual, que envolve ameaças de divulgação de conteúdos íntimos. Esses crimes já possuem previsão legal e podem resultar em penas de prisão e multa.
As vítimas podem buscar ajuda nas Delegacias Especializadas em Crimes Contra a Mulher ou diretamente no Nudem, localizado na avenida André Araújo, no bairro Adrianópolis, com atendimento de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h. O agendamento pode ser feito presencialmente, pelo Disk 129 ou via WhatsApp da Defensoria.